O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou neste sábado (24) à BBC que conta com amplo apoio das associações-membro na disputa por sua reeleição, apesar das inúmeras críticas que recebeu desde seu projeto frustrado de abrir a Copa do Mundo a investidores privados.
A declaração ocorre um dia depois da mudança de posição da AFC (Confederação Asiática de Futebol), cujo apoio ao dirigente ítalo-suíço de 56 anos pode lhe dar um novo impulso essencial para conquistar um quarto mandato.
O futuro de Infantino parecia muito incerto há dois meses devido ao seu projeto, duramente criticado e posteriormente abandonado, de criar uma empresa encarregada de administrar as atividades comerciais da Fifa e vender participações minoritárias a investidores privados.
A Uefa, a AFC e a Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe) haviam assinado uma carta afirmando que o futebol "não pertence a nenhum indivíduo.
Agora, porém, Infantino, que se desculpou na semana passada por esse projeto, volta a estar em posição de força para ser reeleito em março do próximo ano.
Acredito que o importante é que, em uma organização como a Fifa, pode haver opiniões e pontos de vista diferentes", declarou à BBC neste sábado. "Mas, se levamos a sério a democracia e o processo democrático, se acreditamos que todos têm o mesmo voto e a mesma voz em todo o planeta, que o futebol pertence a todos (...), então também devemos respeitar as opiniões da imensa maioria.
Acabo de voltar de Tóquio, onde a Confederação Asiática me deu total apoio. Estive em Cabo Verde, onde todos os países africanos me apoiaram. Converso com todas as associações do mundo", afirmou.
Até o momento, nenhum outro postulante se apresentou publicamente como candidato para enfrentar Infantino, a menos de um mês do prazo final para o registro de candidaturas, marcado para 18 de novembro.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…