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Quem foi Honestino Guimarães, líder morto na ditadura que ganhou filme

A trajetória de Honestino Guimarães, líder estudantil desaparecido durante a ditadura militar, ganhou uma adaptação para os cinemas

4 min de leitura
Quem foi Honestino Guimarães, líder morto na ditadura que ganhou filme

Honestino Guimarães desapareceu aos 26 anos, após ser detido por forças militares em 1973. Nos anos anteriores, tornou-se uma das principais lideranças estudantis do país ao atuar na resistência à ditadura militar.

Agora, a história do líder é retratada no filme Honestino, dirigido por Aurélio Michiles e protagonizado por Bruno Gagliasso. Natural de Itaberaí (GO), Honestino mudou-se com a família para Brasília ainda na infância.

Na capital federal, cursou geologia na Universidade de Brasília (UnB), mas a atuação política começou antes mesmo da graduação, quando integrou o movimento secundarista e se filiou à Ação Popular (AP).

14 imagensFechar modal. 1 de 14Honestino mistura documentário e ficção para contar a história de um dos principais símbolos da resistência à ditaduraDivulgação2 de 14Honestino Guimarães e Isaura tiveram uma filha chamada JulianaDivulgação3 de 14A produção resgata a trajetória de Honestino Guimarães, desaparecido após ser preso durante a ditadura militarDivulgação4 de 14A produção resgata a trajetória de Honestino Guimarães, desaparecido após ser preso durante a ditadura militarDivulgação5 de 14Dirigido por Aurélio Micheles, o filme chega aos cinemas nesta quinta-feira (13/8)Divulgação6 de 14Divulgação7 de 14O longa reúne depoimentos de familiares e amigos de Honestino Guimarães ao lado de cenas dramatizadasDivulgação8 de 14Divulgação9 de 14Honestino Guimarães com a então esposa, IsauraDivulgação10 de 14Bruno Gagliasso gravou cenas na Universidade de Brasília (UnB), onde Honestino estudou e foi expulso em 1968 Divulgação11 de 14Bruno Gagliasso interpreta Honestino Guimarães no filme que retrata a trajetória do líder estudantil desaparecido em 1973 Divulgação12 de 14Honestino Guimarães com a filha, JulianaDivulgação13 de 14Honestino foi assassinado durante ditadura militar Vinicius Schmidt/Metrópoles14 de 14Arquivo pessoal/Família de Honestino GuimarãesNa universidade, intensificou a militância durante o governo Médici (1969–1974).

Em 1967, mesmo preso, foi eleito presidente da Federação dos Estudantes Universitários de Brasília (Feub). Em agosto de 1968, a UnB foi palco de uma invasão militar.

As Forças Armadas entraram no campus Darcy Ribeiro, na Asa Norte, para prender Honestino e outros sete estudantes. O líder estudantil permaneceu detido por cerca de quatro meses.

durante a ditadura EntretenimentoHonestino nos cinemas, Gagliasso diz que não conhecia líder estudantil Lula promove exibição de filme sobre Honestino Guimarães no Alvorada Antes de ser libertado, foi desligado da UnB como punição por liderar a expulsão de um falso professor.

Em 2024, a instituição homenageou o ex-aluno com um diploma póstumo. Vida após a prisãoUm mês após deixar a prisão, sua vida mudou completamente com a decretação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), que marcou o período de maior endurecimento da ditadura militar no Brasil.

Procurado pelas autoridades, Honestino deixou Brasília e passou a viver na clandestinidade em São Paulo. Mesmo atuando de forma clandestina, assumiu a presidência da União Nacional dos Estudantes (UNE) após a prisão do então presidente da entidade e, em 1971, foi oficialmente eleito para o cargo.

À frente da UNE, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde continuou vivendo sob identidade falsa. Em outubro de 1973, foi preso pela sexta vez e nunca mais foi visto.

Detido por agentes do Centro de Informações da Marinha (Cenimar), conseguiu avisar a mãe sobre a prisão por meio de um bilhete codificado. Mais de quatro décadas depois, o desaparecimento de Honestino Guimarães ainda não foi completamente esclarecido.

A Comissão Nacional da Verdade aponta que o líder estudantil foi preso por agentes do Estado, mas não concluiu as circunstâncias da detenção nem a causa da morte.

Até hoje, o corpo dele não foi localizado.

Honestino mistura documentário e ficção para contar a história de um dos principais símbolos da resistência à ditadura.

Honestino Guimarães e Isaura tiveram uma filha chamada Juliana.

A produção resgata a trajetória de Honestino Guimarães, desaparecido após ser preso durante a ditadura militar.

Dirigido por Aurélio Micheles, o filme chega aos cinemas nesta quinta-feira (13/8).

O longa reúne depoimentos de familiares e amigos de Honestino Guimarães ao lado de cenas dramatizadas.

Honestino Guimarães com a então esposa, Isaura.

Bruno Gagliasso gravou cenas na Universidade de Brasília (UnB), onde Honestino estudou e foi expulso em 1968.

Bruno Gagliasso interpreta Honestino Guimarães no filme que retrata a trajetória do líder estudantil desaparecido em 1973.

Honestino foi assassinado durante ditadura militar.

Na universidade, intensificou a militância durante o governo Médici (1969–1974). Em 1967, mesmo preso, foi eleito presidente da Federação dos Estudantes Universitários de Brasília (Feub).

Em agosto de 1968, a UnB foi palco de uma invasão militar. As Forças Armadas entraram no campus Darcy Ribeiro, na Asa Norte, para prender Honestino e outros sete estudantes.

Fontes

Informação baseada em material público de Metrópoles Entretenimento, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Metrópoles Entretenimentolink

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