Honestino Guimarães foi perseguido e assassinado pelo regime militar aos 26 anos, em 1973. Nesta quinta-feira (13/8), um filme que retoma a trajetória do líder estudantil chega às salas de cinema de 18 cidades brasileiras.
O longa, protagonizado por Bruno Gagliasso, mostra como o estudante de geologia recorreu a códigos para se comunicar com familiares e amigos durante o período em que viveu na clandestinidade.
Aluno da Universidade de Brasília (UnB), Honestino passou a viver de forma clandestina após a decretação do Ato Institucional nº 5, em 1968. Procurado pelas autoridades, deixou a capital do país e seguiu para São Paulo, onde permaneceu escondido.
Uma das principais estratégias adotadas pelos militantes da época era o uso de nomes falsos para escapar da repressão. Entre os codinomes utilizados por Honestino estava Hermano.
Ele também mudou a aparência, escurecendo os cabelos para dificultar a identificação, já que tinha fios loiros e olhos claros. 14 imagensFechar modal. 1 de 14Honestino mistura documentário e ficção para contar a história de um dos principais símbolos da resistência à ditaduraDivulgação2 de 14Honestino Guimarães e Isaura tiveram uma filha chamada JulianaDivulgação3 de 14A produção resgata a trajetória de Honestino Guimarães, desaparecido após ser preso durante a ditadura militarDivulgação4 de 14A produção resgata a trajetória de Honestino Guimarães, desaparecido após ser preso durante a ditadura militarDivulgação5 de 14Dirigido por Aurélio Micheles, o filme chega aos cinemas nesta quinta-feira (13/8)Divulgação6 de 14Divulgação7 de 14O longa reúne depoimentos de familiares e amigos de Honestino Guimarães ao lado de cenas dramatizadasDivulgação8 de 14Divulgação9 de 14Honestino Guimarães com a então esposa, IsauraDivulgação10 de 14Bruno Gagliasso gravou cenas na Universidade de Brasília (UnB), onde Honestino estudou e foi expulso em 1968 Divulgação11 de 14Bruno Gagliasso interpreta Honestino Guimarães no filme que retrata a trajetória do líder estudantil desaparecido em 1973 Divulgação12 de 14Honestino Guimarães com a filha, JulianaDivulgação13 de 14Honestino foi assassinado durante ditadura militar Vinicius Schmidt/Metrópoles14 de 14Arquivo pessoal/Família de Honestino GuimarãesEm casa, a família também precisou criar mecanismos para manter contato com o jovem.
As mensagens eram trocadas por cartas, que percorriam caminhos complexos até chegar ao destino. Desde a infância chamado de Gui, o líder estudantil combinou com a mãe, Maria Rosa, um código que seria usado caso fosse preso.“As cartas tinham trajetos tortuosos, eram enviadas a amigos que as encaminhavam a outros intermediários, até serem entregues os destinatários finais.
Algumas saíam do país e eram reenviadas do exterior. Nem sempre chegavam ao destino”, aponta o livro Paixão de Honestino, de Betty Almeida. Mãe e filho acertaram que, se ele fosse capturado, ela receberia um recado por meio de uma pessoa inesperada.
No dia 13 de outubro de 1973, Maria Rosa recebeu o bilhete que mais temia, informando que o filho havia sido detido no Rio de Janeiro. “Seu filho fora internado no Hospital do Rio”, dizia.
Os códigos também fizeram parte da rotina de Luiz Carlos, irmão de Honestino igualmente procurado pela polícia. Escondido na casa de uma família amiga, ele era identificado nas ligações telefônicas como “pacote”.“Luiz Carlos, outro filho de dona Maria Rosa, também esteve procurado pela polícia”, revela a biografia escrita por Almeida.
Em meados de 1971, quando viveu clandestinamente no Rio, Honestino contou com a ajuda de um talento da infância para escapar da perseguição. Com o auxílio de um professor de música, conseguiu uma carteira da Ordem dos Músicos para se disfarçar.
Na adolescência, havia integrado uma banda, tocando clarineta, o que facilitou a emissão do documento. . Os dois se encontraram em Copacabana para a entrega do documento, mas a reação do líder estudantil surpreendeu.
Resistente à ideia do exílio, Honestino começou a fazer um pequeno comício, declarando que “seu povo era este, que seu país era este, que iria lutar até o fim pela queda da ditadura”.
Norton o repreendeu, temendo chamar a atenção dos militares. Mais de quatro décadas depois, o desaparecimento de Honestino Guimarães ainda não foi completamente esclarecido.
A Comissão Nacional da Verdade aponta que o líder estudantil foi preso por agentes do Estado, mas não concluiu as circunstâncias da detenção ou causa da morte. Até hoje, o corpo dele não foi localizado.
Honestino mistura documentário e ficção para contar a história de um dos principais símbolos da resistência à ditadura.
Honestino Guimarães e Isaura tiveram uma filha chamada Juliana.
A produção resgata a trajetória de Honestino Guimarães, desaparecido após ser preso durante a ditadura militar.
Dirigido por Aurélio Micheles, o filme chega aos cinemas nesta quinta-feira (13/8).
O longa reúne depoimentos de familiares e amigos de Honestino Guimarães ao lado de cenas dramatizadas.
Honestino Guimarães com a então esposa, Isaura.
Bruno Gagliasso gravou cenas na Universidade de Brasília (UnB), onde Honestino estudou e foi expulso em 1968.
Bruno Gagliasso interpreta Honestino Guimarães no filme que retrata a trajetória do líder estudantil desaparecido em 1973.
Honestino foi assassinado durante ditadura militar.
Em casa, a família também precisou criar mecanismos para manter contato com o jovem. As mensagens eram trocadas por cartas, que percorriam caminhos complexos até chegar ao destino.
Entretenimento “As cartas tinham trajetos tortuosos, eram enviadas a amigos que as encaminhavam a outros intermediários, até serem entregues os destinatários finais.
Mãe e filho acertaram que, se ele fosse capturado, ela receberia um recado por meio de uma pessoa inesperada. No dia 13 de outubro de 1973, Maria Rosa recebeu o bilhete que mais temia, informando que o filho havia sido detido no Rio de Janeiro.
Documentos falsos ajudaram Honestino.
Os documentos falsos eram outro recurso utilizado pelos militantes para circular sem serem detidos pelas forças de repressão. Em meados de 1971, quando viveu clandestinamente no Rio, Honestino contou com a ajuda de um talento da infância para escapar da perseguição.
Com o auxílio de um professor de música, conseguiu uma carteira da Ordem dos Músicos para se disfarçar. Na adolescência, havia integrado uma banda, tocando clarineta, o que facilitou a emissão do documento.
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Ele também obteve um passaporte falsificado, comprado pelo irmão Norton em Brasília. Os dois se encontraram em Copacabana para a entrega do documento, mas a reação do líder estudantil surpreendeu.
Mais de quatro décadas depois, o desaparecimento de Honestino Guimarães ainda não foi completamente esclarecido. A Comissão Nacional da Verdade aponta que o líder estudantil foi preso por agentes do Estado, mas não concluiu as circunstâncias da detenção ou causa da morte.
Fontes
Informação baseada em material público de Metrópoles Entretenimento, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.