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Manifestantes protestam antes de 1º show de Ed Sheeran desde polêmica com discurso pró-Palestina de atração

Rapper Macklemore, que abriria shows do cantor britânico nos EUA, foi afastado da turnê após se manifestar sobre a guerra em Gaza.

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Manifestantes protestam antes de 1º show de Ed Sheeran desde polêmica com discurso pró-Palestina de atração

Manifestantes pró-Palestina se reuniram nos arredores do local onde o cantor britânico Ed Sheeran se apresenta na noite deste sábado (19), na Filadélfia, nos Estados Unidos.

É o primeiro show do artista após a polêmica envolvendo o rapper Macklemore.

Sheeran é alvo de boicote desde que Macklemore, que abriria seus shows, foi afastado da turnê americana por causa de um discurso pró-Palestina. O rapper estava escalado para abrir oito dos dez shows restantes da turnê nos EUA, incluindo o deste sábado.

No início de setembro, durante a apresentação de abertura em Nova Jersey, Macklemore gritou "Free Palestine" ("Palestina Livre", em tradução literal) e disse que queria que as pessoas em Gaza e na Cisjordânia soubessem que não foram esquecidas.

A fala motivou uma petição do Conselho Israelense-Americano (Israeli American Council) pedindo que o rapper fosse retirado da turnê.

Ainda não está claro como o cantor lidará com a apresentação desta noite diante da saída de todos os artistas de abertura da turnê, que vai até dezembro, e da banda de apoio.

Autor de sucessos como "Shape of You", Sheeran tem feito grande parte dos shows da turnê Loop sozinho, mas vinha dividindo algumas músicas em cada apresentação com a banda irlandesa de folk Beoga.

Sheeran não se pronunciou publicamente desde que perdeu o apoio dos demais artistas. Até sexta-feira, ainda havia ingressos disponíveis para o show de sábado, e o site do cantor não listava atrações substitutas.

O britânico passou a última semana tentando salvar a turnê e sua imagem pública, enquanto era criticado por colegas de profissão e por usuários das redes sociais.

O cantor afirmou que a decisão partiu da promotora da turnê, a Messina Touring Group.

Não sou cúmplice. Tenho minhas visões pessoais sobre esse conflito devastador. Só porque eu escolho não falar publicamente, não significa que eu não as tenho, e não significa que eu não me importe", publicou Sheeran.

Vencedor do Grammy, ele deixou claro no comunicado que não pretende entrar no debate sobre a guerra em Gaza. Segundo ele, seus fãs não vão aos shows para ouvir discussões sobre temas políticos.

Temos carreiras, dinheiro, oportunidades, segurança e público no mundo todo. Quaisquer que sejam as consequências que enfrentemos pelo que dizemos, podemos voltar para casa e para nossas famílias.

As vítimas são os palestinos", completou o rapper.

Além de Macklemore, os cantores Finneas, Aaron Rowe e Lukas Graham e a banda Beoga anunciaram que não vão mais abrir os shows de Ed Sheeran.

Sheeran tem apresentações marcadas em São Paulo nos dias 5 e 6 de dezembro. Finneas abriria os shows no Brasil, e ainda não se sabe se haverá substituto.

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