Ir para o conteúdo
Entretenimento Revisado por ULTRA AI

Black Pantera vai além do hardcore thrash no álbum 'Continental' sem diluir a fúria, o peso e o ativismo da

3 min de leitura
Black Pantera vai além do hardcore thrash no álbum 'Continental' sem diluir a fúria, o peso e o ativismo da

A grande notícia é que Chaene da Gama (baixo e voz), Charles Gama (voz e guitarra) e Rodrigo Pancho (bateria e percussão) escapam ilesos dessa equação.

Com calibrada produção musical de Rafael Ramos, o álbum “Continental” soa como o sucessor natural do antecessor “Perpétuo” (2024), disco de sonoridade mais melódica que já soara como sequência esperada do álbum anterior “Ascensão” (2022), que, fazendo jus ao título, elevou o status e a popularidade do Black Pantera na cena do rock pesado, fazendo inclusive o grupo intensificar a agenda internacional iniciada em 2016.

Para quem quer o peso do metal hardcore, ele está todo lá, na veloz faixa “Yasuke”, na música-título “Continental” – faixa que abre o disco com fala em que o geógrafo Milton Santos (1926 – 2001) situa a América Latina com um território de resistência à opressão dos colonizadores europeus – e em “Obsoleto”, música de furiosos um minuto e 42 segundos gravada com a adesão do cantor Derrick Green.

Derrick é o vocalista gutural da banda mineira Sepultura, referência inevitável para o trio formado em 2014 em Uberaba (MG), como evidencia a gravação de “Negusa nagast”, faixa de sólida base percussiva e guitarra incandescente.

Do naipe de feats, a presença de Chico César – artista também (re)conhecido pela militância – se afina com o balanço afro-caribenho de “Banzo”, música que exemplifica a habilidade do Black Pantera para ir além do universo do hardcore metaleiro sem se afastar do universo temático da banda.

Da mesma forma, a voz de Sandra Sá se harmoniza com a louvação da ancestralidade do povo preto em “Quando canto”. Já a breve intervenção falada de Duquesa em “Serotonina” soa quase decorativa nesta faixa de peso e discurso direto.

Assunto recorrente no discurso ativista do Black Pantera, o racismo cotidiano sofrido pelo povo negro é abordado nos versos de “Hórus” – faixa apresentada em 31 de julho como segunda amostra do álbum “Continental”, sucedendo o single inicial “Start the game”, lançado em 13 de julho.

Já “W. P. P.” – sigla para white people problem – escancara e denuncia os privilégios brancos na sociedade racista.

Contudo, “Continental” é álbum sem lamentos em que a banda Black Pantera expõe dores e injustiças de cabeça erguida, pronta para o combate, com a notória altivez.

Seja no dominante peso thrash de músicas como em “Sic mundus”, seja evocando a atmosfera do punk dos anos 1980 em “Velho jeans rasgado”, Chaene da Gama, Charles Gama e Rodrigo Pancho não fogem à luta.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Pop & Arte, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Pop & Artelink

Leia também

Mais em Entretenimento