No texto, o candidato derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial disse não reconhecer o resultado das urnas no segundo turno da eleição presidencial, acusou suposta fraude eleitoral e afirmou ser o "verdadeiro presidente do Brasil", o "presidente eleito.
Carta de Flávio causa mal-estar; oposição pede respeito a resultado.
Flávio Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos e descumpriu uma ordem judicial para entregar os passaportes e não deixar o país.
🔎Após divulgar a primeira carta, em formato de imagens, em uma rede social, Flávio divulgou uma nova carta, também em imagens, em que substituiu as expressões "verdadeiro presidente do Brasil" e "presidente eleito" por "líder do Brasil" e "líder.
Após a manifestação, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e indicado ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que a Justiça Eleitoral entregou o pleito deste ano com segurança e que as eleições "transcorreram dentro da mais absoluta normalidade.
As alegações, divulgadas sem apresentação de provas, contrariam a postura do PL, partido de Flávio Bolsonaro, e contrastam com a confirmação da vitória de Lula pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O PL reconheceu o resultado eleitoral, pedindo esclarecimentos da Justiça.
Depois, Flávio Bolsonaro apagou a primeira versão da carta e publicou outra, na qual retirou as expressões "verdadeiro presidente do Brasil" e "presidente eleito" e passou a se definir como "líder do Brasil" e "líder.
No plenário do Senado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) classificou a contestação como "ridícula" e afirmou que o resultado eleitoral já foi reconhecido por aliados do candidato derrotado.
A gente precisa, de uma vez por todas, encerrar no Brasil esse circuito ridículo. [...] É ridículo, o candidato a presidente derrotado, o partido reconheceu, o irmão dele estará aqui com a gente em fevereiro, eleito senador.
Os governadores ligados ao candidato derrotado reconheceram. Isso não faz sentido. Causa um prejuízo imenso para o Brasil este tipo de situação", afirmou.
Sabemos que o presidente eleito pela quarta vez foi Lula", acrescentou.
Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso Nacional, afirmou que a iniciativa representa uma "ofensa" ao processo eleitoral.
O derrotado nas eleições foge do país, em um processo que mais se assemelha a uma extração, vai para uma potência estrangeira e, de lá, passa a buscar que essa potência estrangeira não reconheça o resultado das eleições do último domingo", afirmou.
Eu achava que eles já tinham ultrapassado todos os limites. Mas isso é uma ofensa a tudo que foi construído neste país nos últimos 30, 40 anos", completou.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro e líder da oposição no Senado, afirmou que acredita ter "havido algum problema na confecção" do texto.
Aliados de Flávio Bolsonaro se disseram surpresos com a carta e veem caminho para Michelle Bolsonaro (PL), eleita senadora pelo Distrito Federal (DF), assumir um protagonismo na oposição.
Eles classificaram como “sem pé nem cabeça” a autoproclamação de Flávio como “verdadeiro presidente do Brasil”.
Uma importante liderança no Senado se queixou de a carta ter sido encaminhada para a imprensa e publicada nas redes de Flávio antes de uma conversa com as bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado.
Em nota, os partidos PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT afirmaram que "o Brasil não aceita interferência estrangeira em seu processo democrático.
O candidato derrotado nas eleições fugiu do Brasil para não enfrentar a Justiça brasileira. Não por acaso, o candidato derrotado buscou abrigo justamente junto a Trump, que atuou abertamente para interferir em nossas eleições", afirmaram os partidos.
A contestação do resultado não se sustenta. A prorrogação do horário de votação foi pedida pelas duas campanhas, PT e PL, por restrição em transportes públicos e chuvas fortes, e concedida de forma isonômica a todo o país", disseram as siglas.
Em nota, o União Brasil defendeu o reconhecimento do resultado da eleição e afirmou que "é hora de encerrar a disputa.
A eleição de 25 de outubro transcorreu com lisura e o seu resultado deve ser respeitado", declarou a legenda.
Passada a eleição, é hora de encerrar a disputa e pensar nos enormes desafios que se colocam diante do nosso país. A eleição terminou. O Brasil continua, e precisa de todos nós", afirmou o presidente nacional do partido, Antonio Rueda.
O MDB também divulgou uma manifestação em defesa do resultado.
O MDB reafirma sua total confiança no sistema eleitoral brasileiro e, portanto, na legitimidade do resultado do pleito do último domingo", afirmou o partido.
Também em posicionamento divulgado após a carta, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou compreender a "indignação" de Flávio Bolsonaro, mas defendeu o reconhecimento do resultado.
A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também.
Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente", afirmou.
Segundo o governador, a oposição deve atuar "dentro das instituições.
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