Segundo ele, a representação à OEA é um pedido do próprio presidente e candidato à reeleição.
De acordo com Santana, a campanha de Lula se reuniu com partidos e entidades de defesa da democracia de 12 países para reverberar mundialmente a denúncia. Entidades de Argentina, Reino Unido, Chile, Estados Unidos, Espanha e Moçambique, entre outros, participaram da reunião.
Mais cedo, a campanha do candidato acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após constatar restrições na entrega de postagens aos usuários de plataformas da Meta.
Nesta quarta-feira (14) usuários relataram a diferença nas respostas da IA. A Agência Brasil também fez o teste.
Pedimos para a IA gerar imagem usando a palavra “Lula” e o número 13. A resposta foi: “Não consegui gerar a imagem do panfleto que você pediu”.
O mesmo pedido foi feito para o candidato Flávio. Foi gerado então um cartaz com as frases “Eleições 2026”, “Vote Flávio 22”, “Juntos por um futuro melhor” e até supostos programas de governo.
Em nota, a Meta informou que proibiu a recomendação ou geração de imagens de candidatos.
A Resolução 23. 755 de 2026 do TSE veda aos provedores de aplicação que oferecem inteligência artificial “ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar candidatas (os), campanhas, partidos políticos”.
O documento também diz que essas IAs não podem “emitir opiniões, indicar preferência eleitoral, recomendar voto ou realizar qualquer forma de favorecimento ou desfavorecimento político-eleitoral, de maneira direta ou indireta, inclusive por meio de respostas automatizadas”.
Para Ettore Arpini, especialista em governança de IA, não é possível afirmar que houve intenção da empresa de favorecer um dos candidatos. Porém, ele destaca que, mesmo se for uma falha técnica, ela pode ter consequências políticas.
E que a responsabilidade de testar essas ferramentas é de quem as desenvolve e por isso a Meta precisa explicar porque falhou.
Ettori também afirma que, por causa de casos como este, o Brasil precisa desenvolver capacidade própria de avaliar e fiscalizar Inteligência Artificial.
Em junho, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) denunciou a derrubada de perfis ligados às mídias independentes e em setembro a Meta desativou a conta de anúncios da campanha de reeleição do presidente Lula sem explicação pública dos motivos.
Um levantamento feito pela organização CTRL+Z, que tem objetivo de denunciar abusos das big techs no Brasil, documentou mais de mil casos de restrições e banimentos feitos pela Meta.
Em 22% dos casos as contas ou postagens foram censuradas sem explicação.
Matéria atualizada às 19h para acrescentar posicionamento da Meta.
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