O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (24), véspera do segundo turno da eleição presidencial, que está "confiante" com a chance de uma vitória nas urnas, porque "os brasileiros não podem levar um miliciano para o Palácio do Planalto.
O petista comentou a disputa presidencial ao dar uma declaração à imprensa no Rio de Janeiro, onde realizou um ato com apoiadores no bairro de Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense.
🔎As suspeitas de elo entre Flávio e milicianos surgiram na época que ele era deputado estadual no Rio de Janeiro e contratou em seu gabinete na Alerj parentes do miliciano Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do "Escritório do Crime.
Além disso, quando era deputado estadual, Flávio concedeu honrarias a policiais suspeitos de envolvimento com milícias.
🔎🔎O candidato do PL nega ligação com milicianos e diz que as condecorações dadas valorizavam policiais até então considerados "fichas-limpas.
Rio e BH têm manifestações pró-Lula e pró-Flávio.
Nessa mesma fala a jornalistas neste sábado, Lula disse que é "verdade" que o povo brasileiro quer mudança, mas que a alteração deve ser para "melhor" e não para "retroceder.
Não está longe da nossa memória o que aconteceu no mandato dessa gente [gestão Bolsonaro] no país, na área da cultura, do trabalho, da educação, da saúde, da política externa.
Nós levamos três anos para reconstruir o país e apresentar agora uma proposta concreta para o futuro", acrescentou Lula.
O petista também prometeu concluir obras inacabadas no Rio de Janeiro e citou investimentos federais na Baixada Fluminense.
Brigar para tomar ilha de Willer e Flávio', diz Lula.
O candidato do PT à reeleição voltou a comentar a polêmica sobre uma ilha em Angra dos Reis (RJ). Lula afirmou que vai "brigar para tomar a ilha de Willer Tomaz e de Flávio Bolsonaro.
O petista fez referência a uma disputa envolvendo o jogador Richarlison Andrade e um imóvel no litoral do Rio de Janeiro. Ele já havia citado o caso no debate desta sexta-feira (23), realizado pela TV Globo.
Segundo o jogador, Flávio Bolsonaro demonstrou interesse no imóvel, mas ele se recusou a vendê-lo. O atacante acusa o senador de ter se aliado ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, para retirar dele os direitos que reivindica sobre a área.
Roubaram do pombo [apelido do jogador Richarlison], de um jogador da Seleção Brasileira. Nós vamos trabalhar para tentar devolver o terreno a seu verdadeiro dono", afirmou Lula neste sábado.
Já durante a caminhada com apoiadores em Copacabana, Lula, que realizou o percurso na caçamba de uma pick-up, comentou outro momento do debate da TV Globo. Desta vez, o presidente fez referência ao trecho em que Flávio Bolsonaro falou sobre o caso Ana Clara.
Ana Clara foi morta a tiros em fevereiro de 2021, quando tinha apenas 5 anos, em uma comunidade de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O suspeito do disparo é o cabo da Polícia Militar Bruno Dias Delarolli, que se tornou réu por homicídio doloso.
A Justiça determinou que o policial fosse levado ao Tribunal do Júri. Em 2024, Flávio Bolsonaro, que é advogado, integrou a equipe de defesa de Delarolli e assinou um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão.
A campanha de Lula citou esse caso em propagandas eleitorais e o petista tem feito referências ao episódio e à atuação de Flávio em pronunciamentos e debates.
Neste sábado, ao tratar do tema, o presidente da República afirmou.
Vocês viram o cinismo dele [Flávio] ao falar da morte da menina Ana Clara? Viram a desfaçatez?", questionou Lula aos apoiadores.
No debate deste domingo, indagado por Lula, Flávio disse se solidarizar com familiares da menina assassinada, mas se confundiu e chamou a mãe da vítima, Cristiane Gomes da Silva, de Ana Clara.
O equívoco do candidato do PL e a reação de Cristiane estão sendo explorados pela campanha de Lula.
Em outro momento do ato deste sábado, Lula afirmou que Flávio, se eleito, privatizará o Sistema Único de Saúde (SUS) e vai desfazer o fim da escala 6x1, o que o presidenciável do PL tem negado.
Lula também solicitou aos presentes ao ato que convençam pessoas a sair de casa e votar neste domingo. A abstenção no primeiro turno bateu recorde e chegou a 21,08%.
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