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Corumbá - MS | Segunda-feira, 2 de novembro de 2026 | 21:06

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Eleições 2026

Coordenador do programa de governo de Lula endossa Lara Resende

3 min de leitura
Urna eletrônica — Eleições 2026

O coordenador do programa de governo da campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), José Sérgio Gabrielli, endossou, em um artigo nesta 2ª feira (2.nov.

  • Conheça a proposta de André Lara Resende para limitar juros.
  • Gabrielli defende “ajuste progressivo” sem “austeridade”.

Gabrielli defendeu criar órgão para metas de juros e criticou o mercado financeiro em artigo sobre política econômica.

2026), a proposta do economista André Lara Resende para a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional. Leia a íntegra (PDF – 469 kB).

A manifestação de Gabrielli vem durante a reação negativa do mercado financeiro à proposta de Lara Resende e um dia depois de o ministro da Fazenda, Dario Durigan, rejeitar a iniciativa publicamente.

No domingo (1º.nov. 2026), Durigan declarou que o governo não planeja adotar o tabelamento de taxas de juros.

No artigo “Política fiscal para o fim de 2026 e para 2027”, Gabrielli defendeu que o governo federal deve perseguir a queda dos juros por meio de ajuste progressivo de gastos e receitas, sem impor austeridade ao eleitorado.

Gabrielli sustentou não haver correlação direta, nas últimas décadas, entre o resultado primário e a trajetória da taxa de juros no Brasil. Na sua avaliação, elevar o superávit primário não é o instrumento adequado para reduzir os juros.

O plano defendido por Lara Resende, um dos elaboradores do Plano Real, prevê a criação de uma estrutura mais ampla do que o CMN (Conselho Monetário Nacional). O objetivo é definir metas conjuntas de política fiscal e monetária para um horizonte de 4 a 5 anos.

A proposta inclui a redução gradual da taxa Selic ao longo de 12 meses, até chegar a 7,5% ao ano, com posterior estabilização de 3% a 5,5% ao ano. Para viabilizar o plano, seria necessário alterar o modelo atual de definição dos juros pelo Banco Central.

Para ele, os juros elevados são os principais fatores por trás da expansão da dívida pública. A DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral) atingiu 82,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em setembro, segundo os dados citados no artigo.

O economista descartou razões para alarme; a dívida líquida está em 69,3% do PIB, 90% dos débitos estão denominados em moeda nacional e o país dispõe de reservas cambiais.

Sobre a inflação, ele avaliou que a pressão sobre os preços tem origem em fatores externos, e não em excesso de demanda interna. A alta do dólar e o recuo da B3 depois do resultado eleitoral foram atribuídos pelo economista ao posicionamento do mercado financeiro, que apostava na vitória do candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e busca pautar o programa do governo eleito.

Na avaliação de Gabrielli, eventuais contenções de despesas não devem afetar o salário mínimo real, os benefícios do BPC (Benefício de Prestação Continuada), os repasses do Bolsa Família nem os pisos constitucionais da saúde e da educação.

O economista defendeu a revisão de benefícios tributários ineficientes e a recuperação de créditos de grandes contribuintes.

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