A 1 dia da eleição, o jornalista australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, site conhecido por divulgar documentos sigilosos de governos, elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em publicação no X neste sábado (24.out.
- 2006: Assange funda o WikiLeaks e começa a publicar informações classificadas e vazamentos de notícias de fontes anônimas.
- agosto de 2010: um promotor sueco emite um mandado de prisão depois de duas mulheres suecas acusarem Assange de estupro e abuso sexual em alegações separadas.
- maio de 2012: Suprema Corte britânica decide a favor do retorno de Assange à Suécia, mas seus advogados pedem um adiamento.
- agosto de 2012: Assange recebe asilo na Embaixada do Equador em Londres, que cita preocupação com abusos de direitos humanos se ele for extraditado. O jornalista entrou pela 1ª vez na embaixada em junho de 2012.
- agosto de 2015: promotores suecos retiram as acusações de abuso sexual contra Assange depois de prescrever o prazo para interrogá-lo, mas ele ainda enfrenta uma acusação de estupro.
- fevereiro de 2016: o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária conclui que Assange foi “detido arbitrariamente” pela Suécia e pelo Reino Unido desde dezembro de 2010 e pede que ambos os governos acabem com sua “privação de liberdade”.
- outubro de 2016: governo do Equador diz que cortou a internet de Assange por causa da divulgação de e-mails hackeados pelo WikiLeaks durante a eleição de 2016 –mais tarde revelado como parte da interferência do governo russo em nome do então candidato Donald Trump. Assange anuncia em dezembro que sua conexão com a internet foi restabelecida.
- abril de 2017: ex-diretor da CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA, na sigla em inglês) Mike Pompeo descreve o WikiLeaks como um “serviço de inteligência hostil não estatal” que constitui uma ameaça à segurança nacional dos EUA.
- dezembro de 2017: Equador concede cidadania a Assange em uma tentativa fracassada de lhe dar imunidade diplomática.
- fevereiro de 2018: a juíza britânica Emma Arbuthnot diz que o país não vai retirar as acusações contra Assange depois que ele burlou a sentença de pagamento de fiança em 2012 ao buscar asilo na Embaixada do Equador.
- abril de 2019: uma semana antes de Assange ser preso, o presidente equatoriano diz que ele “violou o acordo que fizemos com ele e seu advogado muitas vezes”. As informações são do Washington Post.
- 11 de abril de 2019: Assange é preso sob um mandado de extradição dos EUA depois que o Equador retira sua oferta de asilo. Ele é considerado culpado de não pagar fiança determinada pela Justiça britânica.
- 1º de maio de 2019: Assange é condenado a quase 1 ano de prisão no Reino Unido.
- 23 de maio de 2019: EUA acusam o jornalista sob a Lei de Espionagem. Ele foi indiciado por 18 acusações. O caso levanta questões sobre a 1ª Emenda, que garante a liberdade de expressão nos EUA.
- 20 de abril de 2022: Justiça britânica emite ordem de extradição de Assange para os EUA.
- 17 de junho de 2022: Reino Unido aprova extradição do jornalista para os EUA.
- 6 de junho de 2023: Suprema Corte do Reino Unido rejeita o último recurso apresentado pelo jornalista.
- 13 de junho de 2023: defesa de Assange apresenta recurso contra extradição.
- 14 de fevereiro de 2024: Parlamento australiano pede que Assange seja autorizado a voltar para sua terra natal.
- 26 de março de 2024: Suprema Corte do Reino Unido decide pela extradição, mas aceita recurso de Assange e pede mais informações aos EUA.
- 16 de abril de 2024: EUA enviam as informações pedidas pela Suprema Corte do Reino Unido.
- 24 de junho de 2024: Assange e os Estados Unidos chegam a um acordo e o jornalista deixa prisão de segurança máxima de Belmarsh, no Reino Unido.
Fundador do WikiLeaks afirmou que presidente defendeu sua libertação, enquanto Jair e Flávio “não fizeram nada”.
2026). Afirmou que o petista atuou em favor de sua liberdade, enquanto os integrantes da família Bolsonaro não fizeram nada por sua libertação.
Assange ficou 1. 901 dias em solitária por divulgar informações sobre assassinatos e espionagem do governo dos Estados Unidos, inclusive contra o Brasil e suas indústrias.
Segundo o jornalista, Lula defendeu sua libertação antes de assumir a Presidência e, depois, discutiu a perseguição que sofria com o papa Francisco.
Assange afirmou que, depois de deixar a prisão, encontrou-se com Lula em Roma em abril de 2025, onde os 2 lamentaram a morte de Francisco. O australiano disse que o presidente brasileiro foi gentil com seus filhos e não pediu nada em troca.
Na publicação, o jornalista relacionou o posicionamento da família Bolsonaro à possível influência dos Estados Unidos e de Israel sobre as decisões brasileiras.
Assange fundou o WikiLeaks em 2006. A plataforma ganhou projeção internacional em 2010, quando divulgou centenas de milhares de documentos militares e diplomáticos dos Estados Unidos, incluindo registros das guerras do Iraque e do Afeganistão.
As publicações provocaram uma disputa judicial com o governo norte-americano, que acusou o jornalista de crimes relacionados à obtenção e à divulgação de informações confidenciais de defesa nacional.
Assange deixou a prisão em junho de 2024, depois de fechar um acordo com os EUA. Declarou-se culpado de uma acusação relacionada à divulgação de informações confidenciais.
Lula comemorou a libertação e classificou o desfecho como uma vitória da democracia. Em outras ocasiões, o presidente criticou a prisão do jornalista e defendeu sua liberdade.
O Poder360 separou os principais acontecimentos sobre o caso do fundador do WikiLeaks.
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