As ações foram movidas por milhares de taxistas tradicionais de Londres e por duas antigas empresas de transporte privado.
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A empresa foi processada em 2024 por supostas irregularidades na obtenção de uma licença para operar serviços de transporte privado na capital britânica.
Os autores das ações alegaram que a Uber forneceu informações "enganosas e imprecisas" à Transport for London, responsável pelo sistema de transportes da cidade.
A Uber negou as acusações e argumentou que os processos foram apresentados após o prazo legal de seis anos para esse tipo de ação, o que justificaria sua rejeição.
Em decisão por escrito, o juiz Simon Birt afirmou que os autores poderiam ter descoberto a suposta fraude antes de 2018, seis anos antes da apresentação dos processos.
Assim, rejeitou as ações com base no prazo legal, sem analisar o mérito das acusações.
Estamos satisfeitos que o tribunal tenha rejeitado todas essas ações por completo, na primeira oportunidade possível, e que a decisão de hoje tenha colocado definitivamente essas questões antigas no passado", afirmou um porta-voz da Uber.
Os processos se concentravam nas informações fornecidas pela Uber à Transport for London quando a empresa obteve, em 2012, sua primeira licença para operar serviços de transporte privado.
Desde então, a companhia conquistou uma parcela significativa dos clientes dos tradicionais táxis pretos de Londres, conhecidos como black cabs.
Estamos obviamente muito decepcionados e, junto com a equipe jurídica, estamos avaliando todas as opções disponíveis para os taxistas que movem a ação", afirmou um porta-voz da RGL Management, empresa que administrou os processos em nome dos autores.
A decisão desta segunda-feira antecede um processo ainda maior envolvendo a Uber em Londres, previsto para a próxima semana.
Em números
- Uber escapa de indenização de R$ 2,3 bilhões pedida por taxistas de Londres
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