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Economia

Previdência reduz fila do INSS para 1,2 milhão e fecha acordo para frear ações na Justiça

Ministro Wolney Queiroz atribui represamento a greves e à paralisação do BPC no fim de 2025

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O Ministério da Previdência Social e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) reduziram a fila de pedidos de aposentadoria para 1,2 milhão em setembro e fecharam um acordo com o Judiciário para reduzir o número de processos contra os órgãos.

Em entrevista à Folha, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, afirma que o salto da fila de pedidos —que chegou a 3,1 milhões neste ano—, se deu por motivos como greve de peritos e de servidores administrativos no ano passado, além de paralisação da concessão do BPC (Benefício de Prestação Continuada) no final de 2025.

Wolney diz ainda que o tempo médio de concessão no INSS caiu de 45 dias para 28 dias, e que o órgão tem conseguido conceder o BPC, renda assistencial de até um salário mínimo, em 45 dias, mas que o prazo para um benefício com a complexidade do BPC é de cerca de 90 dias.

Sobre as críticas por mudar o critério da fila para dizer que zerou a espera, nega que a medida seja eleitoreira. "Há muitas críticas dizendo que estamos decidindo mal, negando em massa.

Você perde o voto quando você nega. Se dissesse que estamos concedendo em massa, seria eleitoreira, mas negando em massa.

O ministro diz que o número de negativas na Previdência Social se manteve dentro da média histórica, que é de metade dos benefícios. Elas oscilam a cada mês, mas, em média, são de 50%.

No entanto, diz que, no primeiro semestre deste ano, houve um aumento de pedidos negados devido aos problemas no segundo semestre de 2025.

Com o represamento do BPC e com as análises que deixaram de ser feitas no final do ano passado. Em 2026, os servidores e peritos tiveram uma fila maior de análises, com isso, os pedidos negados aumentaram, diz ele.

Processos na Justiça e acordo com o CNJ.

Wolney diz que a Previdência, o INSS e o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) fecharam parceria no programa AceleraPrev (Programa Nacional para a Redução da Litigiosidade Previdenciária e Assistencial).

Segundo ele, o que motivou a iniciativa é o número de ações do INSS no Judiciário, que chegam a 4,5 milhões.

O Judiciário é muito crítico com o INSS, porque tem esses 4,5 milhões de processos. Não significa que estamos decidindo mal, significa que há muita gente indo à Justiça, jogando processos lá.

Os números do CNJ atestam isso", afirma.

Os dados do conselho apontam que só 2 em cada 10 processos (19,6%) de pedido de benefício do INSS que chegam ao Judiciário são julgados como procedentes, ou seja, de que há realmente o direito.

Boa parte deles, 33% são negados, outros 18% resultam em acordo —"dá empate", diz o ministro— e 27,5% entram como outros julgados, que são casos sem solução.

Em números

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  • O Judiciário é muito crítico com o INSS, porque tem esses 4,5 milhões de processos
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