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Economia Revisado por ULTRA AI

O que falta para crescimento da Argentina? Para analistas, recuperação segue frágil

Mesmo com comércio exterior e disciplina fiscal, mercado de trabalho e demanda ainda parecem fracos

4 min de leitura
Economia — imagem padrão

A economia da Argentina segue apresentando sinais mistos de recuperação, combinando melhora recente de alguns indicadores com fraqueza persistente na demanda doméstica, no mercado de trabalho e no consumo.

Relatórios divulgados pelo Itaú BBA e pelo Bradesco BBI apontam que o país mantém fundamentos positivos em áreas como comércio exterior e disciplina fiscal, mas ainda enfrenta desafios para consolidar um ciclo mais robusto de crescimento.

Segundo o Itaú BBA, a atividade econômica argentina registrou alta de 0,8% em junho ante maio, considerando dados com ajuste sazonal. O resultado medido pelo EMAE, indicador mensal que funciona como uma prévia do PIB, interrompeu duas quedas consecutivas observadas anteriormente.

Trump nega ter pressionado Bessent a intervir no mercado de títulos dos EUA.

Presidente afirma que o secretário do Tesouro agiu por conta própria ao ampliar as recompras de títulos longos, em semana marcada por juros nas máximas de vários anos.

Apesar do avanço mensal, a economia encolheu 0,9% no segundo trimestre de 2026 em relação ao trimestre imediatamente anterior. O resultado representa uma reversão da expansão de 0,7% registrada nos três primeiros meses do ano.

Na comparação anual, contudo, o EMAE apresentou crescimento de 2,7% em junho, superando tanto a mediana das projeções de mercado quanto a estimativa do próprio Itaú BBA.

Ainda assim, o crescimento médio do segundo trimestre desacelerou para 1,3%, abaixo dos 2,3% registrados no primeiro trimestre.

A leitura dos diferentes setores da economia também reforça a percepção de uma recuperação pouco homogênea. As atividades primárias cresceram 9,1% na comparação anual, beneficiadas por uma forte safra agrícola, embora em ritmo inferior ao observado nos primeiros meses do ano.

A construção civil também continuou avançando, mas mostrou desaceleração. O setor registrou expansão de 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, abaixo dos 2,5% observados no trimestre precedente.

Por outro lado, a indústria de transformação recuou 2,1% na comparação anual. De acordo com o Itaú BBA, o desempenho está alinhado à fraqueza nas importações de bens de capital e de insumos intermediários.

O setor de serviços, incluindo o comércio, também apresentou perda de dinamismo. A atividade caiu 0,1% em relação ao mesmo período de 2025, após ter avançado 1,1% no primeiro trimestre.

Os dados do mercado de trabalho ajudam a explicar esse cenário. Os salários reais do setor privado recuaram 2,8% no segundo trimestre, enquanto o emprego formal registrou retração anual de 0,9% em maio, marcando a 24ª queda consecutiva do indicador.

Os sinais mais recentes de demanda seguem apontando cautela. A confiança do consumidor caiu 1,1% em agosto, para 40,2 pontos, após já ter registrado retração de 4,8% em julho.

O componente relacionado à intenção de compra de bens duráveis e imóveis foi o que apresentou maior deterioração.

Para o Itaú BBA, esses indicadores reforçam que a recuperação permanece frágil. O banco manteve sua projeção de crescimento de 2,8% para o PIB argentino em 2026, mas ressaltou que os riscos continuam inclinados para baixo em razão da demanda ainda enfraquecida.

As exportações continuam sendo o principal motor desse movimento. No trimestre encerrado em julho, as vendas externas avançaram 24,5% na comparação anual, sustentadas tanto pelo agronegócio quanto por outros segmentos industriais.

Ambiente político favorável a Milei.

A avaliação do Bradesco BBI após uma série de reuniões em Buenos Aires reforça a percepção de que o ambiente político permanece relativamente favorável ao presidente Javier Milei.

De acordo com o banco, a tese de reeleição do mandatário segue amplamente preservada, embora hoje dependa mais da fragmentação da oposição do que de uma aceleração consistente da atividade econômica.

O BBI também identificou sinais de estabilização no ciclo de crédito do país. Bancos ouvidos pela instituição indicaram que a inadimplência pode atingir seu pico entre o segundo e o terceiro trimestre deste ano, enquanto a demanda por crédito corporativo começa a apresentar sinais iniciais de recuperação.

Ainda assim, o banco mantém recomendação Underweight para ações argentinas, especialmente do setor financeiro, por considerar prematuro assumir uma postura mais otimista sem evidências mais claras de crescimento sustentável do crédito e melhora da rentabilidade.

Dentro do mercado argentino, as preferências do BBI continuam sendo Vista Energy, Pampa Energía, TGS, Banco Macro e IRSA.

Fontes

Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • InfoMoneylink

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