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Economia Revisado por ULTRA AI

Nubank dribla calotes, dá mais empréstimos e ações sobem mais de 10%

Banco vai na contramão dos pares e aposta no crédito sem garantia

2 min de leitura
Economia — imagem padrão

Em meio a níveis recordes de inadimplência e de comprometimento de renda no Brasil, o Nubank conseguiu reduzir o risco de sua carteira, mesmo aumentando os empréstimos.

A estratégia surpreendeu positivamente o mercado e levou as açoes do banco a dispararem mais de 10% nesta sexta-feira (14).

No período, o Nubank teve um ganho recorde com empréstimos, medido pela margem financeira líquida, que subiu de 9,5% para 12,4% em três meses, após as provisões com perdas.

Ou seja, o banco lucrou 12,4% líquido sobre todo o dinheiro emprestado.

Segundo a instituição, a melhora veio pela expansão em segmentos de maior risco e maior retorno, na contramão dos pares brasileiros. Enquanto os grandes bancos reduzem sua exposição aos créditos sem garantia, dado o cenário de juros e inadimplência em alta, o banco digital aumenta a oferta desses produtos mais lucrativos.

Isso acontece porque o modelo de negócios do Nubank suporta mais perdas que os concorrentes, por ter um custo menor, sem agências físicas e com menos funcionários.

Assim, a inadimplência do Nubank é, tradicionalmente, mais alta que a dos incumbentes.

Os empréstimos com atraso maior que 90 dias do banco digital somaram 6,9% da carteira em junho, alta de 0,4 ponto percentual tanto na comparação trimestral como na anual.

Já os atrasos de curto prazo, de 15 a 90 dias, reduziram 0,16 ponto percentual no trimestre, para 4,8%. Na comparação anual, houve alta de 0,3 ponto percentual.

Com mais ganhos acima do esperado e perdas abaixo do previsto, o mercado reagiu positivamente aos números.

Na nossa visão, os resultados reforçam a confiança no ritmo de crescimento da receita e devem reduzir as preocupações em relação à qualidade do crédito", dizem analistas do Itaú BBA em relatório.

O UBS BB, por sua vez, vê que os resultados melhores que o esperado devem levaram a uma revisão no lucro esperado par 2026 como um todo.

O segundo trimestre foi uma vitória clara, mas a 'guerra' ainda não acabou, e o Nubank terá que continuar se provando repetidamente. Reiteramos nossa recomendação de compra e acreditamos que resultados como este ajudam a nos lembrar por que temos destacado o Nubank como um dos pouquíssimos vencedores que enxergamos em nosso setor", disseram analistas do BTG Pactual.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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