O principal responsável pela mudança de cenário foi o FGTS. No início do ano, a expectativa da Abecip era de crescimento de apenas 5% nas operações financiadas com recursos do fundo.
Agora, a entidade projeta expansão de 38%, impulsionada pela ampliação do orçamento destinado à habitação e pelo reforço de recursos provenientes do Fundo Social.
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Embora o FGTS seja o principal vetor da revisão, os financiamentos originados pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) também apresentaram desempenho acima do esperado.
Apesar dos números positivos, a própria entidade tem destacado que parte da forte expansão do crédito à produção decorre de uma base de comparação enfraquecida observada no início do ano passado, o que reduz a probabilidade de manutenção desse mesmo ritmo no segundo semestre.
A revisão reflete um ambiente ainda desafiador para linhas de financiamento que dependem diretamente de captação de mercado e não contam com o mesmo nível de subsídios ou direcionamento de recursos observado no FGTS.
Mesmo com a revisão para cima, a Abecip mantém cautela para os próximos meses. A entidade avalia que a demanda por moradia segue sustentada por fatores como emprego e renda, mas ressalta que o nível elevado dos juros continua sendo um dos principais riscos para a evolução do crédito imobiliário.
Na prática, os novos números mostram uma mudança importante na composição do funding habitacional brasileiro. Se no início do ano a expectativa era de crescimento relativamente equilibrado entre as diferentes fontes de recursos, a revisão indica que o avanço do mercado em 2026 dependerá cada vez mais do FGTS e dos recursos públicos destinados à habitação.
Fontes
Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.