O MPT (Ministério Público do Trabalho) em Alagoas informou nesta sexta-feira (18) que ingressou com uma ação acusando o influenciador Rico Melquiades de assédio eleitoral.
A ação acusa Melquiades de coagir suas funcionárias domésticas por divergências políticas e expor dados pessoais nas redes sociais. Segundo o órgão, essas ações feriram a dignidade das trabalhadoras.
O processo tramita na 11ª Vara do Trabalho de Maceió com pedido de urgência. A defesa de Rico Melquiades não foi localizada para comentar o caso. No entanto, o influenciador publicou, também nesta sexta, uma retratação sobre o assunto nas redes sociais.
O MPT pede, além da indenização milionária, a exclusão de qualquer postagem que contenha dados íntimos, humilhações ou exigências ideológicas ligadas aos trabalhadores e a publicação de um pedido oficial de retratação esclarecendo que a escolha política de um funcionário não pode ser critério para mantê-lo ou dispensá-lo do emprego.
O réu praticou comportamento abusivo, doloso e ilegal no ambiente de trabalho, objetivando finalidades ilícitas. Essas foram manipular, orientar ou direcionar o voto dos trabalhadores na eleição que se aproxima", diz a ação.
A ação do MPT se soma a outro procedimento instaurado pelo MPE (Ministério Público Eleitoral) na última segunda-feira (14) para apurar crime de coação eleitoral.
A investigação do MPE cita um vídeo em que um influenciador, com mais de 12,4 milhões de seguidores, pergunta para quatro mulheres quem paga o salário delas e quais são suas preferências políticas.
Em números
- A investigação do MPE cita um vídeo em que um influenciador, com mais de 12,4 milhões de seguidores, pergunta para quatro mulheres quem
- MPT acusa influenciador Rico Melquiades de assédio eleitoral e pede indenização de R$ 5 milhões
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