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Economia

Meta desbanca Musk como vilã da tecnologia para Lula na eleição brasileira

Justiça eleitoral ordenou que empresa não interfira na distribuição de conteúdo político em plataformas

3 min de leitura
Economia — imagem padrão

Um novo vilão surge na reta final da acirrada disputa pela Presidência do Brasil: a Meta Platforms Inc.

A gigante das redes sociais recebeu ordem da Justiça Eleitoral brasileira para não interferir na distribuição de conteúdo político ou relacionado às eleições, depois que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou a empresa de, "repetida e sistematicamente", não entregar seu conteúdo aos usuários de suas plataformas.

As Nações Unidas também criticaram a companhia, e até parlamentares dos Estados Unidos estão exigindo respostas.

O embate com a Meta reacende uma disputa sobre o poder das empresas de redes sociais que vem se formando no Brasil há anos. É um déjà-vu do confronto entre as autoridades brasileiras e Elon Musk por causa de sua plataforma X, que se intensificou quando juízes determinaram a remoção de conteúdos e contas acusados de disseminar desinformação durante as eleições de 2022 e culminou com o bloqueio temporário do serviço no país, há dois anos.

O que está em jogo é o resultado da disputa pelo comando da maior economia da América Latina. Com Lula e o senador de direita Flávio Bolsonaro (PL) empatados nas pesquisas antes do segundo turno de domingo, alcançar o público certo pode ser decisivo para definir o resultado da eleição em um dos mercados mais lucrativos da Meta.

Porta-vozes da Meta no Brasil remeteram à declaração divulgada pela empresa em 16 de outubro, na qual ela rebateu as acusações de interferência e afirmou que os episódios citados pela campanha de Lula eram problemas técnicos sem relação entre si, e não indícios de viés político.

A Meta declarou ter tomado medidas para solucionar essas questões e tratar todos os candidatos de forma igualitária.

Mas, àquela altura, a empresa já havia se tornado alvo de críticas da esquerda. Apoiadores de Lula protestaram em frente à sede da Meta no Brasil, em São Paulo, contra a suposta interferência eleitoral.

Em carta ao diretor-presidente Mark Zuckerberg, parlamentares americanos liderados por Bernie Sanders disseram estar "profundamente preocupados com relatos verossímeis de que as plataformas da Meta estariam restringindo ou suprimindo conteúdo.

Vamos enfrentar isso, com toda a certeza. Vamos provar que podemos derrotar o império digital", disse Lula durante uma transmissão ao vivo no YouTube na noite de quinta-feira (22).

A Meta terá de se reinventar, porque não pode achar que continuará enganando a humanidade para sempre —ela já fez isso bastante.

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