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Economia

Lula anuncia pacote para MEIs com crédito e medidas contra endividamento

Governo também deve reforçar proposta para elevar teto de faturamento e permitir contratação de até dois empregados

2 min de leitura
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anuncia nesta terça-feira (13) um conjunto de medidas voltadas a microempreendedores individuais e pequenos negócios, em meio à campanha do segundo turno presidencial.

  • Campanha de Lula muda tom e adota “estratégia do medo” contra Flávio Bolsonaro.
  • Lula perde apoio no Centrão e vê PP e União Brasil fecharem com Flávio.

A cerimônia está prevista para as 10h, no Palácio do Planalto. O governo prepara novas linhas de crédito com juros mais baixos e iniciativas para reduzir o endividamento de empreendedores.

A expectativa é de assinatura de decretos e de um projeto de lei complementar.

Lula já havia antecipado a iniciativa no sábado (10), durante ato em Natal, ao afirmar que discutiria medidas para o “pessoal do Super Simples e o pessoal do MEI”.

Direita muda posição e fim da escala 6×1 deve avançar no Senado.

Oposição abandona estratégia de obstrução e deve apoiar PEC após avaliar risco eleitoral de votar contra proposta.

Lula ou Flávio: como a eleição brasileira pode redesenhar a América Latina.

Continente vive ascensão de programas políticas de direita e modula política externa à Casa Branca.

Além das medidas de crédito, o presidente deve reforçar a defesa de mudanças nas regras de enquadramento dos microempreendedores.

O texto também permite a contratação de até dois empregados.

Em agosto, houve pedido para inclusão da matéria na Ordem do Dia.

Medidas entram na campanha do segundo turno.

O anúncio ocorre a 12 dias da votação de 25 de outubro e faz parte de uma tentativa do governo de ampliar o diálogo com pequenos empresários e trabalhadores por conta própria.

Nos bastidores da campanha petista, integrantes avaliam que esse público apresenta resistência a Lula e passou a receber maior atenção nesta etapa eleitoral.

O presidente terminou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL), que recebeu 47% dos votos válidos, contra 45% do petista.

Desde então, Lula ampliou agendas de rua e passou a priorizar medidas com impacto direto sobre renda, crédito e custo de vida. No fim de semana, também destacou subsídios aos combustíveis e voltou a questionar os cortes de despesas prometidos pelo adversário.

As mudanças permanentes nas regras do MEI, como aumento do teto de faturamento e ampliação do número de empregados, ainda dependem de aprovação do Congresso.

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