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Justiça mantém reintegração de 1.900 demitidos da Casas Bahia

Ação foi encerrada por falta de documentos obrigatórios. Trabalhadores seguem provisoriamente vinculados à empresa, com salários e benefícios restabelecidos.

2 min de leitura
Justiça mantém reintegração de 1.900 demitidos da Casas Bahia

Justiça manda Casas Bahia reverter demissões e limita novos cortes.

A Justiça do Trabalho manteve, nesta segunda-feira (24), a decisão que suspendeu as demissões de 1. 900 trabalhadores do Grupo Casas Bahia e determinou a reintegração provisória dos funcionários.

A empresa entrou com pedido de recuperação extrajudicial na semana passada.

A companhia havia apresentado um mandado de segurança para tentar derrubar a reintegração dos demitidos, mas o processo foi encerrado porque documentos obrigatórios não foram apresentados.

Com isso, a Justiça não chegou a analisar o mérito do pedido.

A decisão foi assinada pela juíza Sandra Nara Bernardo Silva, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). Segundo a magistrada, os documentos exigidos deveriam ter sido apresentados no início da ação e não era possível conceder um novo prazo para corrigir a falha.

De acordo com Jorge Soares, advogado e sócio do IW Melcheds Advogados, a decisão garante que os trabalhadores demitidos e abrangidos pela medida permaneçam, por enquanto, vinculados à empresa, com salários e benefícios restabelecidos.

Isso não significa estabilidade definitiva: as dispensas ainda poderão ocorrer futuramente, desde que precedidas de diálogo efetivo com o sindicato", diz. Segundo o advogado, o sindicato não precisa autorizar ou concordar com os desligamentos, mas deve participar previamente das negociações.

Em nota enviada ao g1, o Grupo Casas Bahia afirmou que respeita o Poder Judiciário e que está adotando as medidas processuais cabíveis em relação à decisão.

As decisões em curso integram um amplo processo de reestruturação, necessário para garantir a continuidade e a sustentabilidade do negócio, bem como a preservação dos empregos mantidos", diz a empresa.

Segundo Soares, do IW Melcheds, a negociação poderá discutir alternativas aos desligamentos, critérios para as dispensas e medidas para reduzir seus impactos. "Caso não haja acordo, a validade definitiva das demissões ainda será analisada no processo principal.

Durigan diz que crise da Casas Bahia não indica problema na economia.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Economia, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Economialink

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