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Corumbá - MS | Domingo, 1 de novembro de 2026 | 08:43

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Economia

Gustavo Loyola vê juros em dois dígitos até 2028 e alerta para risco fiscal

Ex-presidente do BC diz que desequilíbrio das contas públicas pode alimentar círculo vicioso de dívida, prêmio de risco e juros altos

2 min de leitura
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De acordo com o economista, o desequilíbrio das contas públicas e o avanço contínuo do endividamento estatal pressionam a condução da política monetária e limitam a margem de manobra para a redução dos juros no Brasil, o que pode gerar, por consequência, um efeito multiplicador sobre o custo da dívida.

No videocast, apresentado por Lucas Collazo, Loyola afirma que a tentativa de estabilizar o cenário econômico unicamente pela via monetária pode produzir o efeito oposto caso não haja controle orçamentário.

Além disso, Loyola destacou que o BC enfrenta um cenário em que atua de forma mais isolada, enquanto as cobranças por cortes de juros tendem a se intensificar por parte dos agentes econômicos e do meio político.

Percepção de risco e falta de consciência política adiam queda da taxa Selic.

A combinação entre a meta de inflação de 3%, o processo inflacionário global e o comportamento do câmbio afasta a perspectiva de um alívio rápido dos juros no mercado brasileiro.

Segundo o economista, mesmo que a desaceleração da atividade econômica e o recuo das commodities ajudem a conter a inflação, os juros devem permanecer em patamares elevados nos próximos anos diante do avanço do prêmio de risco.

Além das barreiras técnicas, a falta de engajamento da classe política na resolução dos problemas fiscais é apontada por Loyola como uma ameaça ao equilíbrio de longo prazo.

Segundo o economista, a visão de que as restrições orçamentárias são secundárias dificulta a implementação de reformas e mantém o país em uma trajetória que considera perigosa.

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