De acordo com o economista, o desequilíbrio das contas públicas e o avanço contínuo do endividamento estatal pressionam a condução da política monetária e limitam a margem de manobra para a redução dos juros no Brasil, o que pode gerar, por consequência, um efeito multiplicador sobre o custo da dívida.
No videocast, apresentado por Lucas Collazo, Loyola afirma que a tentativa de estabilizar o cenário econômico unicamente pela via monetária pode produzir o efeito oposto caso não haja controle orçamentário.
Além disso, Loyola destacou que o BC enfrenta um cenário em que atua de forma mais isolada, enquanto as cobranças por cortes de juros tendem a se intensificar por parte dos agentes econômicos e do meio político.
Percepção de risco e falta de consciência política adiam queda da taxa Selic.
A combinação entre a meta de inflação de 3%, o processo inflacionário global e o comportamento do câmbio afasta a perspectiva de um alívio rápido dos juros no mercado brasileiro.
Segundo o economista, mesmo que a desaceleração da atividade econômica e o recuo das commodities ajudem a conter a inflação, os juros devem permanecer em patamares elevados nos próximos anos diante do avanço do prêmio de risco.
Além das barreiras técnicas, a falta de engajamento da classe política na resolução dos problemas fiscais é apontada por Loyola como uma ameaça ao equilíbrio de longo prazo.
Segundo o economista, a visão de que as restrições orçamentárias são secundárias dificulta a implementação de reformas e mantém o país em uma trajetória que considera perigosa.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…