A decisão ocorre num momento de petróleo pressionado por conflitos entre rebeldes houthis e forças da Arábia Saudita, que ampliam a incerteza sobre a situação no Oriente Médio.
A saída das subvenções será um desafio para o presidente reeleito neste domingo (26), já que o mercado espera que os preços, principalmente do diesel, permaneçam altos ao longo de 2027.
Os benefícios foram criados com perspectiva de que fossem temporários, mas a falta de acordo no Oriente Médio e o recrudescimento da guerra entre Rússia e Ucrânia dificultam a retirada dos descontos.
Para analistas do banco Goldman Sachs, os preços internacionais do diesel permanecerão pressionados em 2027, mesmo com a retomada dos fluxos de petróleo, como reflexo de danos em refinarias e queda nos estoques globais.
Os estoques [de derivados] seguem baixos nos principais polos, o que deixa pouca margem para absorver novas interrupções no fornecimento", escreveram os analistas do banco em relatório divulgado no domingo (25).
A oferta no início de 2027 deve ser afetada também por manutenção de refinarias adiada neste ano em especial na Índia e na Coreia do Sul, grandes exportadoras de diesel.
O relatório reforça que a alta não é passageira, o que enfraquece expectativas de que as subvenções sejam temporárias.
Abrir mão dos benefícios, dizem especialistas, resultará em aumento de preços nas bombas e impacto inflacionário. Desde o início da guerra, mesmo com subsídios, o diesel S-10 subiu 20% nos postos brasileiros, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).
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