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Economia

Governo Lula vai renovar por mais 30 dias subsídio ao diesel

Desconto atual cobre só parte do custo de importação do produto

2 min de leitura
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A decisão ocorre num momento de petróleo pressionado por conflitos entre rebeldes houthis e forças da Arábia Saudita, que ampliam a incerteza sobre a situação no Oriente Médio.

A saída das subvenções será um desafio para o presidente reeleito neste domingo (26), já que o mercado espera que os preços, principalmente do diesel, permaneçam altos ao longo de 2027.

Os benefícios foram criados com perspectiva de que fossem temporários, mas a falta de acordo no Oriente Médio e o recrudescimento da guerra entre Rússia e Ucrânia dificultam a retirada dos descontos.

Para analistas do banco Goldman Sachs, os preços internacionais do diesel permanecerão pressionados em 2027, mesmo com a retomada dos fluxos de petróleo, como reflexo de danos em refinarias e queda nos estoques globais.

Os estoques [de derivados] seguem baixos nos principais polos, o que deixa pouca margem para absorver novas interrupções no fornecimento", escreveram os analistas do banco em relatório divulgado no domingo (25).

A oferta no início de 2027 deve ser afetada também por manutenção de refinarias adiada neste ano em especial na Índia e na Coreia do Sul, grandes exportadoras de diesel.

O relatório reforça que a alta não é passageira, o que enfraquece expectativas de que as subvenções sejam temporárias.

Abrir mão dos benefícios, dizem especialistas, resultará em aumento de preços nas bombas e impacto inflacionário. Desde o início da guerra, mesmo com subsídios, o diesel S-10 subiu 20% nos postos brasileiros, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

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