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Economia

Google e McKinsey fecham acordo para comprar crédito de remoção de carbono na amazônia

Empresas se comprometem a adquirir 320 mil toneladas métricas de créditos durante dez anos

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São Paulo | Reuters Google e McKinsey concordaram em comprar 320 mil toneladas métricas de créditos de remoção de carbono ao longo de dez anos no primeiro projeto silvipastoril do tipo, como parte dos compromissos assumidos por meio da Symbiosis Coalition, em uma abordagem emergente para a mitigação das mudanças climáticas.

O sistema silvipastoril integra árvores às pastagens, permitindo a continuidade da pecuária, ao mesmo tempo que amplia o sequestro de carbono e reduz a pressão pelo desmatamento.

Os acordos de compra de longo prazo anunciados nesta segunda-feira (19) apoiarão uma iniciativa da Working Trees, empresa de tecnologia climática, para converter pastagens degradadas em sistemas com diversas espécies nas regiões do sudeste da amazônia e do cerrado no Brasil, informou a coalizão.

Floresta Amazônica em região a 80 quilômetros do norte de Manaus - Lalo de Almeida - 10.set. 25/Folhapress O acordo ajudará a financiar a recuperação de 8. 700 hectares de pastagens degradadas e semidegradadas, como parte de um projeto mais amplo de 50 mil hectares, e representa uma das primeiras tentativas de implementar sistemas silvipastoris financiados por créditos de carbono em maior escala.

Entre as diversas abordagens para sequestrar carbono por meio de sistemas naturais, o sistema silvipastoril é um dos caminhos com maior potencial de expansão. E o financiamento de carbono tem um papel a desempenhar no custeio dessa solução", afirmou Julia Strong, diretora-executiva da Symbiosis Coalition.

A coalizão, que tem entre seus membros Google, Microsoft, Meta e Salesforce, concentra-se em contratos de longo prazo para compensação de carbono e assumiu compromissos de mais de 20 milhões de toneladas em créditos de compensação até 2030.

A Working Trees planta fileiras de árvores nativas e de espécies destinadas à produção comercial de madeira diretamente nas pastagens já existentes, mantendo espaço para o gado.

A empresa afirma que o modelo aumenta a produtividade da pecuária e, ao mesmo tempo, gera receitas futuras com madeira, incentivando os proprietários de terras a preservar os sistemas após a queda da renda proveniente dos créditos de carbono.

Este projeto e o potencial de expansão para milhões de hectares nesta parte do Brasil representam uma oportunidade realmente empolgante de mostrar como é uma iniciativa bem-feita", comentou Strong, acrescentando que a Working Trees já havia demonstrado o modelo por meio de um projeto-piloto.

O presidente-executivo da Working Trees, Leif Gonzales-Kramer, afirmou que os compromissos de compra de longo prazo eram fundamentais para viabilizar investimentos em projetos desse tipo.

Se você acredita que o mundo continuará consumindo carne bovina e que levará a sério as ações climáticas, a única maneira de alcançar ambos os objetivos ao mesmo tempo é por meio de sistemas silvipastoris", disse.

O incipiente mercado de carbono do Brasil tem atraído cada vez mais interesse de investidores e credores, à medida que as empresas buscam projetos de remoção de carbono de alta qualidade para cumprir suas metas climáticas.

As empresas de tecnologia, em particular, procuram formas de compensar as emissões relacionadas à rápida expansão da infraestrutura de inteligência artificial, que consome grandes quantidades de energia.

Alguns críticos, no entanto, afirmam que as compensações permitem que os poluidores evitem reduzir suas emissões.

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