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Economia Revisado por ULTRA AI

Durigan diz que crise da Casas Bahia não indica problema geral na economia: 'Não há'

Em entrevista à GloboNews, ministro afirmou que juros elevados afetam um setor dependente de crédito, mas disse que dados históricos mostram queda nas falências

4 min de leitura
Durigan diz que crise da Casas Bahia não indica problema geral na economia: 'Não há'

Dario: 'Oposição quer trazer tema como crise.

Em entrevista a Julia Duailibi e Fernando Nakagawa, no GloboNews Mais, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu nesta sexta-feira (21) que os juros elevados pressionam o varejo, mas rejeitou a avaliação de que os problemas enfrentados por empresas como as Casas Bahia sejam sinal de uma crise generalizada na economia brasileira.

Segundo Durigan, uma análise de uma série histórica mais ampla mostra redução no número de falências e recuperações judiciais. Nesse levantamento, o varejo aparece atrás de outros setores, como a indústria.

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O ministro afirmou que o caso das Casas Bahia é um problema específico da empresa e lembrou que o grupo já havia passado por uma recuperação extrajudicial, mas não conseguiu superar os problemas com as dívidas.

Durigan disse ainda que o varejo é especialmente dependente de crédito e, por isso, sente mais os efeitos dos juros elevados. Segundo ele, o crédito mais caro reduz a atividade do setor.

Dario Durigan: 'A gente vai seguir apertando o arcabouço fiscal.

É bem importante a gente colocar isso. Tem uma série de dados da economia brasileira que mostram pujança em vários setores", diz o ministro.

A gente ouve falar de fechamentos e, claro, nos entristece. É parte da vida a gente entender essas transformações e, no que o Estado puder ajudar dentro dos seus limites, sem comprometer concorrência ou fazer intervenção indevida, a gente tem feito.

Durigan afirmou que parte da resposta do governo aos juros elevados passa por "seguir melhorando" a política fiscal. Segundo ele, o governo já aprovou medidas para conter despesas e pretende continuar trabalhando para melhorar as contas públicas.

Ao falar sobre os próximos passos, Durigan afirmou que o governo pretende reduzir despesas obrigatórias, melhorar a eficiência dos programas sociais e aumentar a arrecadação.

Ele também citou a redução de benefícios tributários e a intenção de limitar os gastos com novas contratações. “Vamos fazer cortes lineares, como está fazendo este ano de eleição, em benefício tributário.

Vamos melhorar a eficiência do Estado, colocando menos peso na contratação de pessoal.”.

Durigan também defendeu a revisão de gastos obrigatórios, medidas para tornar a máquina pública mais eficiente e a redução de privilégios.

Segundo ele, essas medidas podem liberar mais recursos do Orçamento para investimentos e ajudar a criar condições para a redução dos juros.

Dario Durigan: 'Temos sinalizado por uma trajetória de resultado primário positivo.

Ao discutir medidas para conter o crescimento das despesas, Durigan afirmou "nós vamos ter, para o ano que vem, uma boa acomodação no aumento de despesa obrigatória.

E é fazendo isso, fazendo esse diálogo, que a gente vai conseguir avançar, seguindo, fazendo esse ajuste, como a Júlia mencionou, de algo como 2% do PIB.”.

Governo não discute desvinculação de benefícios do salário mínimo.

Dario Durigan: 'Não está colocada a desvinculação do salário mínimo dos benefícios.

Questionado sobre a possibilidade de desvincular benefícios previdenciários e sociais do salário mínimo, Durigan afirmou que a medida não está em discussão.

Para Durigan, o foco agora é sinalizar a manutenção de uma regra fiscal que garanta, necessariamente, que "a despesa pública vá crescer menos do que a receita, para que a gente vire a página da década anterior, em que a gente teve mais despesa no país do que receita e com total descaso para a base fiscal do país.

Durigan não confirma redução do crescimento das despesas para 1,5%.

Questionado sobre a possibilidade de reduzir de 2,5% para 1,5% a taxa de crescimento das despesas prevista no arcabouço fiscal, Durigan não confirmou nenhum número.

Segundo ele, a trajetória fiscal deverá ficar mais clara com a apresentação do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA), que será entregue ao Congresso na próxima semana.

Apesar disso, Durigan defendeu o ritmo adotado pelo governo e afirmou que considera positivo o avanço de medidas por meio do diálogo com o Congresso e outros Poderes.

Basicamente, p governo pretende dar transparência aos detalhes da medida.

Governo promete retirar subsídios e diz que fará o necessário para reduzir juros.

Durigan também afirmou que os subsídios serão retirados e criticou medidas adotadas pelo governo anterior.

Segundo ele, o Ministério da Fazenda está preparado para adotar novas medidas quando houver espaço para isso.

Em nome da campanha de Lula, Durigan acena com ajuste gradual das contas públicas para reduzir taxa de juros.

Ao final, Durigan afirmou que o governo fará o necessário para reduzir os juros.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Economia, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Economialink

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