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Economia Revisado por ULTRA AI

Dólar oscila nesta sexta com dados dos EUA no radar

Investidores repercutem inflação abaixo do esperado e novas apostas para os juros do Fed

4 min de leitura
Economia — imagem padrão

Para Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, o Ibovespa deve iniciar a sessão sob forte influência de um cenário doméstico tenso, que ofusca o alívio vindo dos dados de inflação nos EUA.

Enqunto o mercado externo respira com o adiamento das apostas de alta de juros pelo Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) para dezembro, o Brasil enfrenta uma combinação nociva de risco fiscal agravado por promessas de campanha, tensão geopolítica com a abertura de processo da Lei da Reciprocidade contra os EUA e uma sequência histórica de oito quedas consecutivas do índice", afirma.

O pregão foi marcado pela saída de investidores estrangeiros do Brasil, movimento que tem marcado agosto e pressionado os ativos domésticos ao longo da sessão.

O cenário eleitoral e as preocupações fiscais também pressionam os ativos brasileiros. Os fatores foram citados pelo banco JPMorgan ao reduzir a recomendação para as ações brasileiras de "overweight" (acima da média) para "neutra.

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O rebaixamento do Brasil pelo JPMorgan contribuiu para destravar essa percepção do investidor estrangeiro, que estava um pouco mais alheio a essa questão. O investidor local é que estava mais preocupado com a eleição, a dinâmica da dívida bruta e o crescimento real das despesas.

Isso começou a chegar um mais ao investidor estrangeiro agora, que, sem dúvidas, tem muita força para fazer preço", diz Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.

Também pesa a perspectiva de juros elevados por mais tempo, em meio às incertezas relacionadas à guerra no Irã. A Selic em patamar elevado favorece os investimentos de renda fixa e reduz parte da atratividade da Bolsa.

O conflito no Oriente Médio também favorece a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana ante uma cesta de seis moedas, abriu em queda de 0,34% nesta sexta-feira.

Lá fora, investidores repercutiram novos dados de inflação nos Estados Unidos abaixo do esperado. Na comparação com o mês anterior, os preços ao produtor nos EUA ficaram estáveis em julho, enquanto, na base anual, a alta foi de 4,7%.

As expectativas, segundo pesquisa da Reuters, eram de avanços de 0,2% e 4,9%, respectivamente.

Para William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, o resultado reforçou o cenário de desaceleração gradual da inflação nos Estados Unidos. "O resultado sinalizou que a pressão inflacionária observada nos últimos meses perde força.

Embora a inflação acumulada em 12 meses permaneça elevada, esse patamar reflete o efeito dos meses anteriores, enquanto dados mais recentes apontam para uma trajetória de acomodação", afirma.

Segundo Alves, a leitura é positiva para o mercado. "Um dado acima do esperado aumentaria as preocupações com a persistência da inflação e poderia reforçar a expectativa de uma política mais restritiva do Fed.

Como isso não ocorreu, o indicador contribui para um ambiente mais favorável aos ativos de risco", diz.

Dados do FedWatch, do CME Group, mostram que houve aumento nas apostas da manutenção da taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, após a divulgação do indicador.

O pregão da véspera ainda teve influência da divulgação de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que informou que o setor varejista brasileiro encerrou o segundo trimestre com alta nas vendas acima do esperado em junho.

O avanço foi de 0,5% na comparação com maio, acelerando o ritmo em relação ao mês anterior e sinalizando alguma resiliência do consumo, mesmo diante do cenário de juros ainda elevados.

Para André Valério, economista sênior do Inter, apesar do avanço, o resultado de junho reforça sinais de moderação da atividade.

O desempenho de junho foi amplamente explicado por supermercados, um consumo essencial. No ano, grande parte do crescimento é oriundo de combustíveis, farmacêuticos e supermercados, consumos essenciais, enquanto o varejo ampliado, mais sensível ao crédito, demonstra sinais de perda de dinamismo", diz.

O setor tem sido afetado pela desaceleração do consumo, que pressionou os balanços das empresas no segundo trimestre, além do aumento do endividamento das famílias.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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