Além da recuperação extrajudicial, a Braskem terá outra mudança importante na Bolsa. A agência Bovespa informou que as ações da companhia — tanto as ordinárias (BRKM3) quanto as preferenciais (BRKM5) — serão retiradas de uma série de índices.
A exclusão ocorrerá após o encerramento do pregão regular desta terça-feira (25), pelo preço de fechamento. A medida vale para os índices IGCX, ICO2, IBXX, IMAT, IGCT, IBRA, INDX, ISEE, ITAG, IBHB, IBEP, IBEW, IBBE, IBBC, SMLL, IBBR, SCSR e IBOV.
Entre eles está o Ibovespa (IBOV), principal índice da Bolsa brasileira, além do IBrX (IBXX), do Small Caps (SMLL) e de outros indicadores de referência do mercado.
Segundo a agência, a exclusão ocorre porque, a partir de terça-feira, os negócios com os papéis da Braskem passarão a ser listados sob o título de “Recuperação Extrajudicial”.
A participação que hoje pertence à Braskem nos índices será redistribuída proporcionalmente entre os demais ativos que integram cada carteira, com os ajustes correspondentes nos redutores dos índices.
Os papéis BRKM3 e BRKM5 continuarão listados e poderão ser negociados normalmente. A mudança significa que eles deixarão de fazer parte das carteiras teóricas desses índices.
No comunicado divulgado nesta segunda-feira, a Braskem afirmou que a recuperação extrajudicial ficará restrita às dívidas financeiras e não afetará as obrigações com fornecedores e clientes.
Segundo a empresa, esses compromissos continuam sendo cumpridos normalmente.
A Braskem esclarece que a Recuperação Extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da Companhia com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos", diz a empresa, em nota.
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Quando protocolar oficialmente o pedido de recuperação extrajudicial, a Braskem firmará um acordo com os credores para reorganizar as dívidas, incluindo novos prazos e condições de pagamento.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Economia, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.