Brasília — O governo anunciou nesta quinta-feira (17) o reajuste de 15,04% no Bolsa Família. O piso sobe de R$ 600 para R$ 691 e o benefício médio, de R$ 675 para R$ 777. O primeiro pagamento com os novos valores está previsto para 19 de outubro — entre o primeiro e o segundo turno, se houver.
Segundo o Ministério do Planejamento, a correção acompanha o INPC acumulado desde março de 2023. O impacto estimado é de R$ 5,8 bilhões neste ano e cerca de R$ 22,7 bilhões em 2027. A equipe econômica diz que há espaço fiscal e que parte virá de sobras na Previdência.
MP pede freio no TCU
O subprocurador-geral Lucas Furtado, do Ministério Público junto ao TCU, pediu medida cautelar para suspender o decreto. O argumento central: falta de previsão orçamentária e de estimativa de impacto financeiro nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal. Até a manhã desta sexta, a Corte ainda não havia decidido.
O governo nega uso eleitoral da medida e afirma que a Lei do Bolsa Família autoriza correção periódica. A AGU sustentou que a atualização pela inflação não se enquadra em vedação eleitoral.
Por que importa
São 19,3 milhões de famílias no radar — e um reajuste anunciado a 17 dias do primeiro turno. O debate agora migra do Planalto para o TCU.
Redação ULTRA NOTÍCIAS. Fatos sujeitos a atualização conforme decisão do TCU.
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