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Domingo, 20 de setembro de 2026 | Corumbá - MS

Economia

Andrei alegou risco às eleições e ao caso ‘Dark Horse’ para voltar ao comando da PF

Diretor-geral disse que afastamento poderia atrasar investigação sobre filme de Bolsonaro e afetar funcionamento da corporação

2 min de leitura
Economia — imagem padrão

O diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues recorreu ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tentar reverter o afastamento do comando da corporação e argumentou que a medida poderia prejudicar tanto investigações em andamento quanto a normalidade institucional durante o período eleitoral.

O pedido foi apresentado dentro do inquérito que apura se recursos de emendas parlamentares foram usados para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A investigação ganhou uma nova etapa após a PF receber materiais apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo com pessoas ligadas à produção do longa. Os documentos e equipamentos haviam sido recolhidos em junho.

Dino cita visita de Vorcaro a Mendonça ao questionar afastamento de Andrei.

Ministro mencionou reunião em ambiente privado ao questionar decisão que afastou Andrei Rodrigues do comando da PF.

Os 3 pontos usados por Dino para derrubar afastamento de Andrei Rodrigues da PF.

Decisão aponta problema no pedido do Novo, competência do plenário e risco a investigações em andamento.

No recurso, Andrei sustentou que sua retirada do cargo poderia afetar a definição da equipe encarregada do caso e atrasar a análise desse material.

Andrei também associou a medida ao contexto eleitoral. Segundo o pedido, o afastamento produziria efeitos sobre o funcionamento da PF e sobre o interesse público na preservação da normalidade institucional.

Dino acolheu a argumentação nesta quarta-feira (9), um dia depois de André Mendonça determinar a saída de Andrei da direção-geral e de Leandro Almada da Diretoria de Inteligência da corporação.

Na decisão, Dino afirmou haver risco de “danos irreparáveis” a processos sob sua relatoria e determinou a reintegração imediata dos dois delegados.

O ministro também destacou que a nomeação do diretor-geral da PF é atribuição do presidente da República e ordenou o restabelecimento integral das funções de Andrei e Almada.

Com a decisão posterior de Dino, os dois retornaram aos postos enquanto a controvérsia sobre os afastamentos segue em discussão no Supremo.

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