Instituições acadêmicas, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lamentaram a morte do professor e poeta em notas oficiais. Marcelo Diniz deixou os livros de poesia “Trecho” (2002), “Cosmologia” (2004) e “+ 1” (2019), este com sonetos e poemas visuais.
Contudo, os versos mais conhecidos do poeta e compositor foram escritos para letras de músicas do parceiro conterrâneo Fred Martins. A mais conhecida música dessa frutífera parceria, “Flores”, foi lançada por Zélia Duncan há 25 anos no álbum “Sortimento” (2001).
A parceria de Marcelo Diniz com Fred Martins permaneceu farta e forte em álbuns posteriores de Fred, como “Raro e comum” (2004) – disco em que apareceram músicas como “O samba me diz”, “Céu acima” e “Sem horizonte” – e “Guanabara” (2009).
disco no qual Fred apresentou mais músicas da parceria, entre elas “Amo tanto”, “Por um fio” e “Tudo teu”.
Nem a ida de Fred Martins para Lisboa (Portugal), cidade onde gravou o álbum “Ultramarino” (2021), arrefeceu a parceria do artista com Marcelo Diniz, determinante na obra autoral do compositor letrista.
Ocupante da cadeira nº 17 da Abrasso (Associação Brasileira de Sonetistas), Marcelo Diniz construiu obra literária e musical com afinidade entre os versos e rimas de poemas e músicas.
Como poeta, recebeu as flores em vida. No entanto, como compositor, a obra musical do letrista ainda merece ser corretamente dimensionada na música brasileira.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Pop & Arte, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.