Belo Horizonte – Privatizada este ano, a Companhia de Saneamento de Minas (Copasa) passou para o controle da nova acionista principal. A Equatorial rescindiu nesta terça-feira (29/9) o acordo de acionistas firmado com o governo de Minas, um dia após a Copasa concluir a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que aprovou mudanças na governança da companhia e a nova composição da diretoria.
A medida consolida uma nova etapa societária da empresa, que passa a ser comandada por Augusto Dantas Borges, executivo com mais de 18 anos de trajetória no Grupo Equatorial.
O rompimento do acordo não significa a saída da Equatorial da Copasa, da qual o grupo detém 30% das ações.
A rescisão já era esperada e estava condicionada à aprovação, na AGE realizada na segunda-feira (28), das alterações no Estatuto Social relacionadas à chamada golden share, ação preferencial mantida pelo Estado de Minas Gerais.
Com a mudança, o governo estadual continua com o direito de indicar um integrante do Conselho de Administração e um representante do Conselho Fiscal, além de manter prerrogativas específicas previstas no estatuto.
Governo perde poder de decisão sobre temas estratégicos.
O fim do acordo, porém, reduz a necessidade de anuência prévia do Estado em parte das decisões relevantes da companhia. Entre os assuntos que deixam de depender dessa autorização estão questões relacionadas a investimentos e à política de dividendos.
O governo mineiro continuará, por outro lado, com poder de veto em temas específicos previstos na golden share, como eventual mudança do nome ou da sede da Copasa.
Segundo a companhia, todas as condições previstas no acordo para a rescisão foram cumpridas, incluindo a realização da AGE e o prazo mínimo de três meses entre a assinatura e o encerramento do documento.
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