Os dois candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto na disputa pelo Palácio Guanabara, Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL), buscaram se contrapor durante o debate da TV Globo na noite desta terça-feira (29).
Os “padrinhos” políticos de cada um foram os principais alvos de ataques: do lado de Paes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e de Ruas, o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União).
Lula e Flávio concentram reta final em SP, MG e RJ; entenda o cálculo.
Maiores colégios eleitorais do país viram prioridade das duas campanhas nos últimos dias antes do primeiro turno.
Quaest RJ: Eduardo Paes tem 34%; Douglas Ruas, 25%.
Levantamento indica liderança do ex-prefeito tanto no primeiro turno quanto em um eventual confronto direto.
Em outro momento do debate, Ruas afirmou que Paes “esconde” Lula e defendeu o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. Após o vereador do Rio William Siri (PSOL) declarar apoio ao petista, o deputado estadual ironizou o ex-prefeito por não fazer o mesmo.
Siri abriu o bloco afirmando que Flávio Bolsonaro é um “bandido e miliciano”. Ruas pediu direito de resposta para defender o aliado, mas não foi concedido pela produção.
Paes diz que Ruas é ‘reserva de Bacellar’.
Já Paes focou em associar Ruas a Castro e a Bacellar, preso por suposta ligação com o Comando Vermelho.
Paes e Ruas tentaram se desvincular dos “padrinhos políticos” durante o terceiro bloco do debate. Paes disse que Lula não é “patrão” dele, e sim um integrante de parcerias com a cidade do Rio.
Por outro lado, Ruas disse que tinha apenas uma relação de trabalho com Castro e Bacellar.
No terceiro bloco, o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) ironizou o desempenho de Paes e Ruas e disse que os dois estavam fazendo “encenação”.
Na última parte do segundo bloco, os candidatos discutiram o avanço do crime organizado no Estado. O ex-governador Anthony Garotinho prometeu usar forças federais para retomar comunidades e Siri prometeu realizar concursos públicos para as polícias civil, militar e penal.
O comunicador André Marinho (Novo) foi além e prometeu prender, e até matar em caso de reação à ordem de prisão, o líder da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) Álvaro Malaquias Santa Rosa, mais conhecido como Peixão.
Ele é investigado por ordenar que criminosos interceptassem dois ônibus escolares e usassem os veículos como barricadas na Linha Vermelha, na manhã desta segunda, 28.
Foi a primeira participação do ex-prefeito do Rio em um debate. Além do líder nas pesquisas, participaram o bolsonarista Douglas Ruas, do PL, segundo candidato mais bem colocado nas pesquisas, o ex-governador Anthony Garotinho, do Republicanos, William Siri, do PSOL, e André Marinho, do Novo.
Marinho foi autorizado a participar do debate após decisão do ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral. A decisão do TSE atendeu a um pedido do Diretório Nacional do Novo, que contestou a exclusão de seus candidatos sob o argumento de que a legenda cumpre o requisito mínimo de cinco deputados federais filiados para assegurar presença em debates.
A TV Globo confirmou a participação do candidato.
De acordo com o levantamento mais recente do Instituto Quaest, divulgado nesta terça-feira, o cenário aponta Eduardo Paes na liderança, com 34% das intenções de voto, seguido por Douglas Ruas, que alcança 25%.
Com a diminuição da margem entre os candidatos, o próximo debate se torna um elemento determinante no processo eleitoral.
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