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Peça de trem causou descarrilamento que parou estações do Metrô da Asa Sul

A resposta da companhia à comissão da CLDF, no entanto, não disse de qual composição a peça teria se desprendido

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Peça de trem causou descarrilamento que parou estações do Metrô da Asa Sul

A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) confirmou que uma peça encontrada na via foi a responsável pelo descarrilamento de uma composição, em 28 de julho, causando a paralisação de todas as estações da Asa Sul.

A informação consta na resposta encaminhada pela companhia aos questionamentos feitos pela Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da Câmara Legislativa (CTMU/CLDF) após o acidente.

Porém, segundo a resposta do Metrô-DF, não foi possível identificar de qual trem o componente se desprendeu. A peça é chamada de “culatra” e integra o sistema da barra de união dos trens da Série 1000.

De acordo com o relatório, o componente tem parafusos chamados de “fusíveis”, projetados para se romper em determinados “trancos”, como os provocados por frenagens mais intensas, evitando danos à barra de união.

do Metrô-DF Nesses casos, a própria concepção do equipamento prevê que a culatra caia na via. A companhia também reconheceu que, embora tenha sido projetada para cair em determinadas situações, nunca havia sido avaliado que a queda do componente pudesse representar um risco à operação.

O presidente da CTMU, deputado distrital Max Maciel (PSOL), considerou “muito grave” o fato de o Metrô não conseguir identificar de qual trem a peça se desprendeu, causando o descarrilamento.“Isso mostra que a companhia está às escuras sobre as reais condições do material que está circulando.

É preciso investigar de onde veio essa peça, verificar se há outras composições nas mesmas condições e aprimorar urgentemente os processos de manutenção e monitoramento da frota”, pontuou.

A resposta aos questionamentos da comissão da CLDF também revelou que uma inspeção realizada no trem descarrilado em julho encontrou quatro rodas abaixo do diâmetro mínimo estabelecido, além de baixa espessura do friso de uma das rodas, problemas que foram resolvidos posteriormente.

Apesar disso, o Metrô afirmou que as manutenções da composição estavam em dia e sustentou que a condição das rodas não foi responsável pelo acidente.

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