A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) avançou, nesta quinta-feira (27/8), nas investigações para desarticular um esquema criminoso que realizava fraudes bancárias usando dados de terceiros.
A apuração dos crimes teve início após a prisão em flagrante de uma diarista, em 15 de abril deste ano, em uma agência do Banco do Brasil localizada na Asa Sul (DF).
Como mostram as imagens acima, a Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf) realizou busca e apreensão em quatro endereços vinculados aos investigados, localizados em Samambaia (DF) e em Formosa (GO).
Trata-se da segunda fase da operação Dupla Jornada, que tem por objetivo localizar elementos relacionados aos crimes investigados.
A PCDF identificou uma estrutura criminosa com divisão definida de tarefas que mostram que o grupo mantinha comunicação constante durante o planejamento e a execução das fraudes, compartilhando informações sobre vítimas, horários, locais de encontro, deslocamentos e andamento das operações bancárias.
A investigação apontou para uma atuação coordenada, com funções específicas e complementares, mostrando que o grupo já atuava junto há tempo e de forma rotineira na aplicação de golpes.
A PCDF ainda não conseguiu dimensionar o tamanho do prejuízo contra as vítimas.
As investigações prosseguem com o objetivo analisar a participação de cada um dos envolvidos, identificar outras fraudes praticadas pelo grupo, rastrear a destinação dos valores obtidos ilicitamente e identificar eventuais outros participantes ou beneficiários do esquema criminoso.
de bancária. Ela usava dados roubados de outras pessoas para acessar contas, movimentar altas quantias de dinheiro e obter linhas de crédito no nome das vítimas.
De acordo com a investigação conduzida pela Divisão de Análise de Crimes Virtuais (DCV/Corf), a diarista era uma das operadoras do esquema no DF e recebia uma remuneração de 20% sobre o valor das fraudes.
A envolvida trabalhava como diarista e usava seu emprego para aparentar uma rotina regular e, assim, não levantar suspeitas. Ela responderá pelos crimes de associação criminosa, estelionato mediante fraude eletrônica e falsa identidade.
A soma das penas pode ultrapassar 20 anos de reclusão.
Junto com ela, foram apreendidos celulares, laptops e aparelhos eletrônicos. O material passará por perícia para, inclusive, identificar outros possíveis envolvidos nos crimes.
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