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Mulheres relatam dificuldade para marcar consulta com ginecologista na rede pública da cidade de SP; espera

Pacientes dizem enfrentar meses de espera para conseguir atendimento nas UBSs da capital. Gestão Ricardo Nunes diz que não há demanda reprimida para consultas g

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Mulheres relatam dificuldade para marcar consulta com ginecologista na rede pública da cidade de SP; espera

Em pleno mês de outubro - data de conscientização sobre a prevenção do câncer do colo do útero - mulheres relatam dificuldades para conseguir consultas com ginecologistas na rede pública de saúde de São Paulo.

Pacientes afirmam enfrentar longas esperas para agendar atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade de São Paulo.

Uma campanha do Outubro Lilás, voltada à prevenção da doença, está exposta em frente a uma UBS na Zona Sul da cidade. O cartaz traz as mensagens: “Já fez o exame Papanicolau?” e “Câncer de colo do útero é 100% evitável”.

Na prática, porém, mulheres que procuram atendimento ginecológico dizem encontrar dificuldades para conseguir uma consulta. Pacientes entraram em contato com a produção do Bom Dia São Paulo para relatar os problemas enfrentados para agendar os atendimentos.

Mulheres relatam dificuldades para conseguir atendimento.

A dona de casa Elizabeth Fiorini conta que acompanha a irmã em consultas e que, mesmo após passar por um clínico geral, ela precisa ser encaminhada a um ginecologista.

A dona de casa Rosilene Nilda também relata dificuldades para conseguir atendimento. Segundo ela, a espera por uma consulta com um clínico geral pode chegar a três meses.

Ela afirma que não consegue agendar pelo aplicativo Agenda Fácil.

A reportagem foi até a porta de duas UBSs para ouvir pacientes.

Na UBS da Vila Missionária, na Zona Sul, a cabeleireira Clemenir Gomes Costa contou que ainda não conseguiu uma consulta com ginecologista neste ano. Segundo ela, já faz um ano desde o último atendimento.

A dona de casa Josélia da Silva Oliveira conseguiu marcar uma consulta para novembro, depois de tentar agendar pelo aplicativo desde janeiro. Ela foi à unidade de saúde para fazer exames antes do atendimento com o médico.

Josélia, no entanto, não conseguiu fazer o exame naquele dia e precisará voltar à unidade em outra data para tentar um novo agendamento.

Na UBS da Vila das Mercês, também na Zona Sul, a situação relatada pelas pacientes é semelhante.

Luciana Silva contou que o intervalo entre a realização de um exame e a consulta de retorno foi tão longo que ela recebeu uma reclamação do médico porque o exame estava vencido.

Luciana também relatou que conseguiu atendimento neste ano por se tratar de uma situação de urgência. Ela disse ter mioma e que ainda aguarda o retorno para o exame.

Importância do acompanhamento ginecológico.

A porta de entrada para uma consulta com especialista pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é a UBS. O paciente precisa passar primeiro por um médico clínico geral.

Se o profissional identificar alguma necessidade específica, faz o encaminhamento para um especialista, como um ginecologista, para consultas e exames diagnósticos.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), a capital conta com 1. 747 equipes dedicadas ao público feminino.

A consulta com o ginecologista não deve ocorrer apenas quando aparece algum problema. O acompanhamento regular é importante para prevenir doenças, identificar alterações ainda no início e dar continuidade ao tratamento.

O atraso no diagnóstico pode trazer riscos à vida da mulher. O médico ginecologista Sérgio Podgaec, presidente da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), explica que a falta de exames pode impedir a identificação precoce de doenças, como os cânceres do colo do útero e de mama.

Segundo o médico, quando essas doenças são identificadas nas fases iniciais, as chances de cura são altas.

Durante a reportagem, mulheres também destacaram a importância de realizar exames com frequência e demonstraram preocupação com a demora no atendimento.

Outra mulher afirmou que as pacientes precisam passar por avaliações regularmente e que tem percebido demora para conseguir atendimento.

O que diz a Prefeitura de São Paulo.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que não há demanda reprimida para atendimento ginecológico na cidade. Segundo a administração municipal, entre janeiro e julho deste ano foram realizados mais de 673 mil atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde.

A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) informou ainda que, nos últimos dois anos, passaram a funcionar dois novos Centros de Exames da Mulher, que realizaram, nesse período, 209 mil procedimentos.

De acordo com a administração municipal, todos esses serviços podem ser consultados pela internet, no sistema Busca Saúde.

Em números

  • Gundo a administração municipal, entre janeiro e julho deste ano foram realizados mais de 673 mil atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde
  • Ssaram a funcionar dois novos Centros de Exames da Mulher, que realizaram, nesse período, 209 mil procedimentos

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