A candidata da UP ao governo de Minas Gerais, Indira Xavier, afirmou, em entrevista ao MG1 desta quarta-feira (23), que, caso seja eleita, pretende fazer uma auditoria da dívida do estado com a União e suspender o pagamento das parcelas enquanto o processo estiver em discussão.
- Propostas econômicas e participação popular.
Vejas as propostas da candidata ao governo de MG Indira Xavier, do UP.
Ela defendeu, ainda, um maior controle estatal sobre a mineração e a participação popular em decisões do Executivo estadual.
Além das sabatinas de 30 minutos com os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa Datafolha de 11 de setembro, exibidas ao vivo na semana passada, a Globo convidou os outros cinco concorrentes para entrevistas gravadas.
As respostas somadas de cada candidato têm dois minutos.
A ordem das entrevistas foi definida por sorteio. Na segunda-feira (21), foi a vez de Ben Mendes (Missão) e, na terça (22), de Rafael Duda (PSTU). Na quinta-feira (24), Henrique Áreas (PCO) será o entrevistado e, na sexta (25), Professor Túlio Lopes (PCB).
Veja o que Indira Xavier falou sobre os seguintes temas.
Questionada sobre a proposta de suspender o pagamento da dívida de Minas com a União e realizar uma auditoria nos débitos do estado, Indira Xavier afirmou que não vê risco de prejuízo às finanças estaduais.
A candidata defendeu a revisão da dívida e criticou o uso de recursos públicos para o pagamento de obrigações que considera ilegítimas. Segundo ela, Minas Gerais possui uma das maiores economias do país e deve priorizar investimentos em serviços públicos e valorização dos servidores.
Nós não podemos ter um estado que não assegura a valorização dos servidores e a garantia dos serviços públicos, que privatiza para poder pagar uma dívida que, como foi dito, não é legítima.
A candidata disse que pretende utilizar instrumentos previstos na Constituição para realizar uma auditoria e defender a suspensão dos pagamentos enquanto o processo estiver em discussão.
Nós usaremos o que está previsto na Constituição, que é, sim, a auditoria da dívida, a suspensão do pagamento para que a gente possa, se for para pagar de fato aquilo que é direito, que não seja sacrificando o nosso orçamento e os serviços e servidores públicos.
Ao falar sobre a proposta de suspender atividades de mineração para revisão do modelo de exploração mineral, Indira Xavier afirmou que a atividade tem sido conduzida de forma predatória em Minas Gerais e defendeu maior controle estatal sobre o setor.
A candidata citou os impactos ambientais da mineração e disse que o estado precisa garantir soberania sobre seus recursos minerais. Conforme ela, eventuais mudanças devem envolver diálogo com comunidades afetadas e municípios dependentes da atividade.
Indira também afirmou que a estatização da cadeia minerária seria uma forma de preservar empregos e garantir recursos para as cidades que dependem economicamente do setor.
Nós precisamos diversificar a economia das nossas cidades e assegurar o controle estatal, com a participação popular, da cadeia minerária do nosso estado.
Questionada sobre a viabilidade financeira de propostas como a reestatização da Copasa, a criação de empresas públicas e a ampliação de serviços públicos, Indira Xavier afirmou que as medidas dependem de mudanças na forma de gestão do estado e de maior participação popular nas decisões.
A candidata defendeu que Minas Gerais possui riqueza suficiente para financiar investimentos públicos e criticou o modelo econômico atual, que, segundo ela, beneficia grupos que já concentram renda.
O nosso governo propõe colocar o nosso povo no poder, e é a partir desse instrumento que nós vamos viabilizar todas as medidas econômicas que são necessárias.
Na resposta, Indira também destacou a participação feminina na política e afirmou que o combate à violência de gênero deve fazer parte das prioridades de um eventual governo.
Eu sou a única mulher candidata nessas eleições, em uma demonstração clara de que a violência de gênero é um problema sério que nós também temos que enfrentar.
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