O programa de financiamento foi lançado pelo Brasil na COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em novembro do ano passado, em Belém, no Pará.
O valor deve ser injetado no fundo ao longo de dez anos.
Os Países Baixos declararam que preservar as florestas é fundamental para enfrentar as mudanças climáticas, que ameaçam a segurança, a prosperidade e as liberdades, e que o investimento reforça a ambição do país em relação às metas climáticas internacionais e à biodiversidade.
Os Países Baixos se juntam a outros países que integram a coalizão internacional para contribuir com o investimento. Entre eles estão Brasil, Noruega, Luxemburgo, Indonésia, Alemanha, França, Portugal e Reino Unido.
No modelo proposto, a captação de recursos é feita a juros reduzidos com ativo de baixo risco. Os recursos reinvestidos em projetos com maior taxa de retorno terão a diferença repassada aos países com florestas tropicais de forma proporcional à área preservada.
O repasse só será feito após a comprovação, por imagens de satélite, do nível de desmatamento abaixo dos limites previstos. Os investidores, por sua vez, receberão de volta o dinheiro do empréstimo com lucro.
Populações indígenas e comunidades tradicionais, que cumprem um papel direto na proteção das florestas, devem receber pelo menos 20% dos pagamentos nacionais do fundo.
O fundo será desenvolvido pelo Banco Mundial, e a previsão é que esteja operacional até meados do ano que vem.
Em números
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