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Grupo que planejava matar delegados tinha ramificações na Bolívia e no Uruguai, aponta investigação

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Grupo que planejava matar delegados tinha ramificações na Bolívia e no Uruguai, aponta investigação

Segundo a investigação, eles teriam ligação com estruturas do tráfico de drogas que possuem ramificações na Bolívia e no Uruguai.

De acordo com a investigação, apontados como integrantes continuavam atuando na organização criminosa mesmo depois de serem presos.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), o grupo passou a planejar os ataques após sofrer prejuízos milionários causados por operações policiais contra o tráfico de drogas no Norte do estado.

Contava com articulação da liderança do CV aqui no litoral no Piauí. Não eram só ameaças, eles articulavam um plano real. Planejavam executar o plano no período eleitoral, onde o delegado Charles estaria mais vulnerável.

A investigação é do Draco, mas recebemos também relatórios dentro do sistema prisional", disse o delegado Abimael Silva ao g1.

Uma dessas operações ocorreu em Bom Princípio do Piauí, onde a polícia apreendeu cerca de uma tonelada de drogas, principalmente cocaína, em uma propriedade rural.

Segundo a investigação, parte dos entorpecentes estava escondida em recipientes e tambores enterrados no terreno.

A investigação identificou que integrantes da organização criminosa monitoravam a rotina do delegado Charles Pessoa, especialmente os horários em que ele frequentava uma academia.

Segundo a apuração, o grupo também acompanhava os deslocamentos e os compromissos públicos do delegado.

De acordo com os investigadores, o objetivo era aproveitar momentos em que Charles Pessoa estivesse mais exposto durante a campanha eleitoral para executar o ataque.

Um dos atentados teria sido planejado para a última quinta-feira (24), durante um evento político no bairro Mocambinho, na Zona Norte de Teresina. Conforme a investigação, o serviço de inteligência descobriu o plano antes da execução.

Com isso, as forças de segurança realizaram uma operação no local para impedir o ataque.

As informações obtidas durante o monitoramento também ajudaram a polícia a identificar a estrutura utilizada pela organização criminosa para planejar as ações.

Segundo a investigação, o grupo tinha uma divisão de tarefas para colocar os atentados em prática. Havia integrantes responsáveis por selecionar os executores, obter recursos financeiros e providenciar veículos, armas e outros meios necessários para a ação.

Entre os investigados está A. A. S., conhecido como "Pavão", apontado como integrante de um núcleo familiar que teria participação na estrutura de liderança da organização criminosa.

J. V. C., conhecido como "Meia-Noite", é apontado pela investigação como responsável pela coordenação operacional do plano. Segundo a polícia, ele teria recrutado executores de Fortaleza e providenciado a estrutura necessária para a execução dos ataques.

Também são investigados C. N. F., conhecido como "Barba", e A. D. P. N., conhecido como "Fantasmão". De acordo com a investigação, o primeiro teria atuado na transmissão e no acompanhamento de ordens dentro da organização, enquanto o segundo seria responsável pelo suporte logístico e pela articulação entre integrantes do grupo no Piauí.

A. L. F. S., conhecido como "André da Ilha", também é investigado por suposta participação na estrutura criminosa.

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