A licitação previa a aquisição de cerca de 20 mil câmeras e a contratação de uma empresa para a integração dos equipamentos aos sistemas de segurança, com o objetivo de ampliar a cobertura do programa.
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A decisão foi publicada no Diário Oficial de sexta-feira (9).
O certame, porém, estava travado desde abril, quando uma decisão monocrática do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) o suspendeu cautelarmente após encontrar fragilidades no edital – entre elas, falhas na governança do tratamento de dados pessoais sensíveis conforme a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e indícios de sobrepreço.
Em maio, os conselheiros confirmaram a suspensão.
Segundo a Superintendência-Geral de Governança de Serviços e Dados (SGSD), a decisão foi tomada para "garantir a implementação das adaptações necessárias ao projeto.
Entre as justificativas publicadas no Diário Oficial, a superintendência aponta que a paralisação comprometeu o cronograma e que não haveria tempo suficiente para começar a implementação ainda em 2026.
Além disso, aponta a evolução das tecnologias de videomonitoramento e integração de dados, a proximidade do fim do mandato do atual governo e a necessidade de que a próxima gestão avalie o projeto e a disponibilidade orçamentária antes de assumir o compromisso financeiro de longo prazo.
A publicação, assinada pelo Superintendente Geral de Governança de Serviços e Dados, Leandro Victorino de Moura, ressalta que o cancelamento não ocorreu por ilegalidades, falhas técnicas ou irregularidades na licitação.
O presente ato não representa o afastamento definitivo da necessidade pública que originou o procedimento, mas o reconhecimento de que, diante das circunstâncias atualmente verificadas, não se mostra conveniente e oportuno prosseguir com a contratação neste momento, preservando-se o conhecimento técnico e documental produzido ao longo da instrução para eventual avaliação futura, pela Administração competente, quanto à continuidade, reformulação ou reestruturação do projeto", diz a publicação.
Programa continua funcionando normalmente.
Apesar da suspensão da licitação que previa a ampliação do programa, o Olho Vivo continua funcionando.
Segundo dados do governo estadual, o programa conta com 972 câmeras instaladas, já auxiliou na solução de mais de 2,2 mil casos criminais, contribuiu para 1. 600 prisões e na recuperação de 600 veículos.
O projeto é gerido de forma integrada pela Secretaria da Segurança Pública (Sesp), Secretaria das Cidades e Superintendência-Geral de Governança de Serviços e Dados.
Em números
- A licitação previa a aquisição de cerca de 20 mil câmeras e a contratação de uma empresa para a int
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