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Falso delegado dá golpe de R$ 165 mil em idosa

Mulher de 75 anos foi induzida a fazer transferências bancárias ao ser informada pelos criminosos que o gerente do banco dela era alvo de investigação. Sete int

3 min de leitura
Falso delegado dá golpe de R$ 165 mil em idosa

Idosa perde dinheiro após cair no golpe do falso delegado.

Os advogados dos envolvidos não foram localizados até a última atualização desta reportagem.

O golpe foi aplicado em 2024. Segundo o inquérito policial, reproduzido na denúncia do MPGO, o primeiro contato com a idosa aconteceu no dia 30 de setembro daquele ano.

Nesse dia, um dos golpistas disse que era delegado e que o gerente do banco onde a idosa tinha conta estava sendo investigado por fraudes financeiras e que a Polícia Civil queria proteger o patrimônio dela.

Os denunciados pelo Ministério Público são.

Baltazar José Pinheiro Junior;Brenno Almeida dos Santos;Rafael Ornelas da Cruz;Nathália Cristina dos Santos Fernandes;Fernando César Araújo Athenesi;Wendrel Alexandre Teodoro dos Santos;Vagner Daniel Gomes.

Quem se passava por delegado era Vagner Daniel. Já Nathália Cristina era quem fingia ser policial. Baltazar era motorista, responsável por levar Nathália até a vítima.

E Brenno, segundo a polícia, era o "captador de informações", que pegava dados de delegacias para dar veracidade ao golpe e também os dados das vítimas.

Do núcleo financeiro da quadrilha faziam parte Rafael, que administrava as contas digitais que recebiam os valores e atuava na lavagem de dinheiro. Esses valores eram enviados para diversas contas em nome de Fernando César e outras de Wendrel Alexandre.

Os suspeitos foram denunciados pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica e associação criminosa. Em sua decisão, do dia 17 de agosto, porém, ao acolher a denúncia, o juiz Alessandro Pereira Pacheco afirmou que também foram constatados os crimes de lavagem de dinheiro e falsidade documental.

Em entrevista à TV Anhanguera, a delegada Lara Soares Françoso de Castro fez um alerta sobre o caso, explicando que a Polícia Civil nunca solicita o pagamento ou transferência de valores.

É importante ressaltar que a polícia não entra em contato com vítimas para que elas façam operações bancárias. Se a polícia entra em contato, é apenas para intimar, para que a vítima compareça à delegacia, para prestar depoimento", afirmou.

Segundo Lara, as investigações sobre o grupo vão continuar mesmo que o inquérito tenha sido concluído. A polícia vai analisar os aparelhos eletrônicos apreendidos, para identificar se houve outras vítimas.

E também analisar a questão da lavagem de dinheiro dessas contas em que foram pulverizados os valores", disse.

Segundo informações do juiz na decisão, no dia 13 de agosto estavam presos preventivamente Baltazar, Rafael, Nathália e Vagner Daniel. Já Brenno, Fernando e Wendrel estavam foragidos.

A decretação de prisão preventiva de todos, no entanto, foi mantida pelo juiz.

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Fontes

Informação baseada em material público de G1, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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