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Dia das Crianças: adultos realizam sonhos de infância com jazz e coleção de bonecas

No Dia das Crianças, conheça as histórias de Gilmara Mageste, que começou a dançar jazz aos 40 anos, e Gustavo Alves, que realizou o sonho de colecionar as Barb

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Dia das Crianças: adultos realizam sonhos de infância com jazz e coleção de bonecas

Existe um tempo em que o mundo cabe em coisas pequenas: uma boneca desejada na vitrine, uma música que faz o corpo inventar passos, a vontade de experimentar algo que, às vezes, precisa ficar para depois.

  • Dos baldes aos cadernos: faxineira vira estudante na universidade federal onde trabalhava na limpeza.
  • Após perder o pai aos 11 anos, jovem se forma em Psicologia e transforma dor em ajuda: ‘O luto por suicídio muda a vida, mas não significa que ela será pior’.

Alguns desses desejos se perdem com o tempo. Outros permanecem, quietinhos, à espera de uma oportunidade.

Em Juiz de Fora, a dentista Gilmara Mageste, de 55 anos, e o psicólogo Gustavo Alves, de 29, encontraram na vida adulta um jeito de voltar aos sonhos de infância.

Ela começou a fazer aulas de jazz aos 40 anos. Ele passou a montar a própria coleção de Barbies assim que conseguiu o primeiro estágio.

No Dia das Crianças, celebrado na segunda-feira (12), as histórias dos dois provam que sonhos de criança podem ser realizados na vida adulta.

A realização de dançar na vida adulta.

A dança já fazia parte da vida de Gilmara muito antes de ela entrar em uma sala de aula. Em Rio Pomba, na Zona da Mata mineira, ela colocava música para tocar e dançava nos intervalos dos estudos.

Também participava de bailes de Carnaval, com fantasias feitas pela mãe, e chegou a desfilar em carros alegóricos de escolas de samba.

Na cidade, porém, não havia escolas de dança, e a arte não fazia parte da rotina da família. Aos 15 anos, ela se mudou para Juiz de Fora para continuar os estudos.

Cursou odontologia, casou-se, teve dois filhos e construiu uma carreira de mais de 30 anos na profissão.

A dança voltou quando ela acompanhava a filha nas aulas de jazz. Por volta dos 40 anos, enquanto esperava a menina, recebeu de uma professora o convite para experimentar uma turma de iniciantes.

Aceitou e descobriu uma nova forma de cuidar de si.

Começar do zero trouxe inseguranças. Gilmara precisou aprender os passos, estudar e se dedicar para avançar. Com o tempo, encarou também o desafio de subir ao palco, experiência que descreve como a magia da arte.

Depois de 15 anos de dança, ela continua se aperfeiçoando em cursos de jazz, em diferentes estilos.

Psicólogo começou a comprar as Barbies que desejava na infância.

Gustavo sempre gostou muito de Barbies, mas não podia brincar porque a mãe achava que não era um brinquedo para meninos. Quando criança, brincava escondido com as bonecas da prima e de amigas.

Sem poder ter as próprias, encontrou uma saída no papel: observava os folhetos de lojas, acompanhava os lançamentos e desenhava as bonecas e as roupas que gostaria de ter.

E foi o que aconteceu. No primeiro estágio remunerado, ele começou a comprar as bonecas, que hoje somam 46 na coleção. A primeira chegou em 2020.

Depois da primeira compra, ele fez uma lista dos modelos que queria e passou a procurar as bonecas em sites de venda, bazares e feiras. Cerca de 80% da coleção é formada por peças usadas, e ele também ganha presentes de pessoas que conhecem o hobby.

Gustavo lava os cabelos das bonecas, organiza as roupas e recupera peças usadas. Além de aproximá-lo de uma paixão antiga, a rotina funciona como um momento de descanso.

Na vida adulta, ele também precisou aprender a lidar com críticas ao hobby. Se, na infância, o preconceito o impedia de brincar com as bonecas, hoje ele constrói a coleção de acordo com os próprios interesses.

E o que significa colecionar essas bonecas.

ASSISTA: Faxineira vira estudante na universidade federal onde trabalhava na limpeza.

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