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Corpo está há mais de um mês à espera de sepultamento por falta de vagas em cemitério no Paraná

Prefeitura apresentou plano emergencial à Justiça com meta de abrir 165 novas vagas em 30 dias. Cidade enfrenta disputa judicial com empresa responsável pelos c

3 min de leitura
Corpo está há mais de um mês à espera de sepultamento por falta de vagas em cemitério no Paraná

O corpo de um homem de 62 anos está há mais de um mês à espera de sepultamento em uma vaga gratuita em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. Ele morreu no dia 10 de agosto, e o corpo segue sob custódia da Polícia Científica por falta de espaço nos cemitérios públicos da cidade.

  • Em até 5 dias: a remoção de 19 árvores mortas ou inadequadas no Cemitério Jardim São Paulo deve liberar espaço para 52 novas vagas em padrão jardim. A prefeitura afirma que haverá plantio compensatório de árvores nativas.
  • Em até 7 dias: a construção de mais um andar no gavetário do Cemitério Três Lagoas deve abrir 5 novas vagas verticais.
  • Em até 15 dias: o uso de uma área ociosa na ala islâmica do Jardim São Paulo deve permitir a criação de 20 jazigos.
  • Em até 30 dias: uma obra de extensão lateral das gavetas no Três Lagoas deve trazer 88 novas vagas nesta primeira fase.
  • Feminicídio: Jovem entregava panfletos em frente à academia quando foi morta após reagir a tentativa de estupro.
  • Foz do Iguaçu: Ponte que liga Brasil ao Paraguai libera passagem de carros para moradores de apenas quatro cidades.
  • Tragédia', diz familiar de mãe que morreu quase cinco meses após acidente que matou a filha no PR.

Outros três corpos também à espera de sepultamento, mas no Hospital Municipal Germano Lauck.

O caso é um dos que motivaram a Justiça a cobrar providências da prefeitura. O município de Foz do Iguaçu foi intimado em 9 de setembro e tinha cinco dias para apresentar um plano emergencial.

O documento apresentado à Justiça prevê a abertura de 165 novas vagas de sepultamento nos próximos 30 dias, com um cronograma de execução majoritariamente a cargo da Camis, empresa concessionária responsável pela gestão dos cemitérios municipais.

Segundo o plano, as novas vagas serão abertas em etapas.

Além do plano emergencial, o município apresentou um plano estrutural com a criação de mais de 9,5 mil novas vagas, com ampliação principalmente do Cemitério Jardim São Paulo.

Procurada, a Camis informou que a demanda está no prazo regular de tramitação e, por isso, preferiu não comentar a ação neste momento. Em nota, a empresa afirmou que vai apresentar os esclarecimentos e documentos necessários à Justiça dentro do prazo e que acompanha o processo com sua assessoria jurídica.

A crise nos cemitérios de Foz do Iguaçu é discutida na Justiça desde junho, quando a Camis entrou com uma ação contra o município relatando a falta de vagas gratuitas.

Em 25 de agosto, a empresa informou que a situação havia se agravado e que corpos aguardavam destinação em câmaras frias.

Diante do cenário, o juiz Rogério de Vidal Cunha, do 3º Juizado Especial da Fazenda Pública de Foz do Iguaçu, classificou a situação como agravamento do esgotamento dos espaços para sepultamentos e apontou risco sanitário — o que motivou a determinação do plano emergencial.

Paralelamente, a prefeitura abriu um processo administrativo contra a Camis, citando possíveis descumprimentos de obrigações previstas no contrato de concessão.

A empresa nega irregularidades e afirma que alertou o município diversas vezes sobre a falta de vagas, sem receber solução.

Uma tentativa de abrir novos espaços por meio de exumação, em julho, teve resultado limitado. De dez jazigos abertos no Cemitério Parque Nacional, apenas um permitiu a liberação de vaga.

O processo segue em andamento e aguarda homologação do plano estrutural pela Justiça.

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