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Advogada morta ao passear com cão pode ter sido confundida com mulher de traficante, diz polícia

Ana Waleska do Nascimento Gomes, de 34 anos, foi baleada em Maceió. Polícia Civil investiga se crime foi retaliação ao pai dela, que é policial, ou se ela foi a

3 min de leitura
Advogada morta ao passear com cão pode ter sido confundida com mulher de traficante, diz polícia

Advogada morre após ser baleada enquanto passeava com cachorro em Maceió.

A possibilidade de Ana Walesca do Nascimento Gomes, de 34 anos, ter sido confundida com a companheira de um traficante da região é uma das linhas de investigação da Polícia Civil.

A advogada foi morta a tiros enquanto passeava com o cachorro, na terça-feira (18), no Benedito Bentes, em Maceió.

A polícia também investiga se o crime pode ter relação com o fato de Ana Walesca ser filha de um policial civil. Entre as possibilidades apuradas estão uma eventual retaliação contra o pai ou a suspeita, por parte dos criminosos, de que ela pudesse repassar informações a ele.

Já outra linha considera a atuação profissional da vítima. Segundo o delegado, Ana Walesca trabalhava como advogada na área criminal, ainda que de forma esporádica, e a polícia busca saber se algum caso em que ela atuou pode ter ligação com o homicídio.

A hipótese de latrocínio, roubo seguido de morte, também não foi descartada. No entanto, de acordo com a investigação, até o momento não há indicação de que algum objeto ou pertence da vítima tenha sido levado.

Ataque durante passeio com cachorro.

Ana Walesca foi atacada entre 17h e 18h, enquanto passeava com um cachorro na Avenida Cachoeira do Meirim. Segundo a polícia, dois homens chegaram em uma motocicleta e o garupa desceu do veículo para atirar contra ela.

O delegado informou que a arma utilizada pelo criminoso chegou a falhar pelo menos duas vezes durante o ataque. Ainda assim, o homem continuou tentando efetuar os disparos.

A vítima foi atingida por pelo menos três tiros nas regiões da cabeça e do tórax.

Ana Walesca foi socorrida inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Benedito Bentes e, devido à gravidade dos ferimentos, transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), no Trapiche da Barra.

Moto apreendida e celulares serão periciados.

A DHPP conseguiu imagens registradas antes do crime que mostram duas pessoas em uma motocicleta. Uma moto com características semelhantes às do veículo utilizado pelos criminosos foi apreendida e será submetida à perícia para verificar se tem relação com o assassinato.

Familiares e pessoas próximas de Ana Walesca já foram ouvidos de maneira preliminar e deverão prestar depoimentos formais à polícia. O pai da vítima também foi ouvido informalmente quando a filha ainda estava internada no HGE.

Segundo Danilo Resende, naquele primeiro relato o policial civil não informou ter recebido ameaças que pudessem estar relacionadas ao ataque contra a filha. A polícia, no entanto, pretende ouvi-lo novamente durante o inquérito.

Os celulares de Ana Walesca também serão encaminhados ao Instituto de Criminalística para perícia. Os investigadores procuram possíveis ameaças, conversas ou outras informações que possam ajudar a esclarecer a motivação do crime.

De acordo com o delegado, não há nos sistemas policiais registro recente de ameaça de morte contra a advogada. Ele afirmou ainda que Ana Walesca não era investigada e que, até o momento, não há registro policial que desabone a conduta dela.

Ninguém foi preso. A Polícia Civil continua analisando imagens e ouvindo testemunhas para identificar os responsáveis pelo assassinato.

Por meio de nota, a Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL) lamentou a morte de Ana Walesca, cobrou o esclarecimento rigoroso do crime e informou que acompanhará a investigação.

Fontes

Informação baseada em material público de G1, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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