De acordo com a Abia, os gastos com alimentação respondem por cerca de 22% das despesas das famílias brasileiras. Desse total, a parcela destinada à alimentação fora do lar deve atingir 30,5% em 2026, o maior nível desde a pandemia, embora ainda abaixo dos 34,7% registrados em 2019.
O presidente executivo da Abia, João Dornellas, afirmou que o consumidor segue frequentando bares, restaurantes e padarias, mas tem escolhido com mais critério onde e quando gastar.
Segundo ele, a indústria precisa acompanhar as mudanças de hábito e as necessidades dos operadores do setor, que enfrentam dificuldades ligadas a custos e mão de obra.
Entre os principais fatores de pressão, a entidade apontou alta de cerca de 10% nos custos industriais em 2026. As embalagens acumulam avanço próximo de 20%. O diesel subiu mais de 15%, elevando os gastos com frete e distribuição ao longo da cadeia.
Na ponta do consumo, a inflação da alimentação fora do lar acumulou 5,57% em 12 meses até setembro.
Mesmo com esse cenário, o mercado continua atraindo novos empreendedores. Levantamento da Abia em parceria com a Wise Sales aponta a abertura de aproximadamente 420 mil negócios de food service em 2025.
No mesmo período, 289 mil empreendedores migraram do modelo de Microempreendedor Individual (MEI) para estruturas empresariais de maior porte.
A estimativa da Abia combina avanço nas vendas, recomposição do consumo fora do lar e continuidade da expansão do setor, ao mesmo tempo em que registra pressão de custos industriais, embalagens, diesel e preços ao consumidor.
Em números
- Levantamento da Abia em parceria com a Wise Sales aponta a abertura de aproximadamente 420 mil negócios de food service em 2025
- No mesmo período, 289 mil empreendedores migraram do modelo de Microempreen
- Vendas da indústria de alimentos ao food service devem superar R$ 310 bilhões em 2026
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