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Agronegócio

FMI mantém crescimento global de 2026 em 3,1% e eleva projeção de 2027 para 3,4%

Relatório aponta resiliência desigual da economia mundial, inflação temporariamente mais alta e desaceleração do comércio de bens e serviços.

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FMI mantém crescimento global de 2026 em 3,1% e eleva projeção de 2027 para 3,4%

O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve em 3,1% a projeção de crescimento da economia mundial em 2026 e elevou de 3,2% para 3,4% a estimativa para 2027, segundo o relatório Perspectivas Econômicas Mundiais divulgado nesta terça-feira (13).

A instituição afirmou que a atividade no primeiro semestre de 2026 ficou acima do esperado, apoiada por adaptações nas cadeias de produção e transporte e por investimentos ligados à inteligência artificial.

Em relação às estimativas de abril, a projeção para 2026 ficou inalterada, enquanto a de 2027 subiu 0,2 ponto porcentual. O FMI avaliou que o resultado agregado esconde uma redistribuição do crescimento entre países, com desempenho mais favorável nas economias menos expostas ao choque de energia e mais inseridas no ciclo tecnológico.

Nas economias avançadas, a projeção é de expansão de 2,1% em 2026 e 1,8% em 2027. Para os Estados Unidos, a estimativa é de 2,3% nos dois anos. Na zona do euro, o crescimento deve ser de 1,1% em 2026 e 1,2% em 2027.

A Alemanha aparece com 1,3% e 1,1%, enquanto França e Itália têm ritmo menor. O Japão deve crescer 0,7% em 2026 e 0,7% em 2027.

Entre emergentes e em desenvolvimento, o FMI projeta expansão de 3,7% em 2026 e 4,4% em 2027. A Ásia emergente e em desenvolvimento deve crescer 5,1% em 2026 e 4,9% em 2027.

A China desacelera para 4,5% em 2026 e 4,0% em 2027, enquanto a Índia deve avançar 7,0% nos dois anos.

Para o Brasil, a previsão é de crescimento de 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027, após alta de 2,3% em 2025. Na América Latina e Caribe, a projeção é de 2,3% em 2026 e 2,5% em 2027.

O FMI também projetou inflação global de 4,7% em 2026 e 4,1% em 2027. Segundo a instituição, a aceleração em 2026 é puxada principalmente por energia e alimentos, em meio à maior volatilidade provocada pelo conflito no Oriente Médio.

O volume do comércio mundial de bens e serviços deve desacelerar para 4,6% em 2026 e se estabilizar em 4,7% em 2027, com efeito de tarifas e rearranjo de cadeias produtivas.

Na avaliação do FMI, os riscos seguem inclinados para piora, com possibilidade de energia e alimentos mais caros e voláteis em caso de escalada ou prolongamento da guerra.

A instituição recomenda reconstrução do espaço fiscal, medidas temporárias e focalizadas para amortecer choques de energia e alimentos e política monetária calibrada às condições de cada país.

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