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Turismo

Restaurante premiado da Coreia do Sul é multado por usar formigas desidratadas em sobremesas

Estabelecimento de Seul foi acusado de servir formigas importadas dos Estados Unidos e da Tailândia; proprietário e diretora-executiva receberam multas após dec

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Restaurante premiado da Coreia do Sul é multado por usar formigas desidratadas em sobremesas

Um restaurante de Seul, na Coreia do Sul, premiado com duas estrelas Michelin, foi multado por servir sobremesas com formigas, ingrediente que não é autorizado pela legislação de segurança alimentar do país.

A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (16).

A decisão é diferente do pedido feito anteriormente pelo Ministério Público. Os promotores haviam solicitado um ano de prisão para a diretora-executiva e uma multa de 20 milhões de wons para a empresa, de acordo com o jornal The Guardian.

Segundo a acusação, o restaurante importava formigas desidratadas dos Estados Unidos e da Tailândia e as servia como cobertura de uma sobremesa feita com sorvete de sikhye, uma bebida doce coreana à base de arroz.

A prática ocorreu de abril de 2021 a janeiro de 2025.

O juiz Lee Se-chang, do Tribunal Distrital Ocidental de Seul, afirmou que a infração "não era de forma alguma leve". Ele citou o longo período em que os pratos foram vendidos, o uso das formigas para promover o restaurante e o resultado de testes que encontraram metais pesados acima dos níveis permitidos nos insetos.

Ao mesmo tempo, o magistrado considerou como fatores favoráveis aos réus a admissão do delito, a ausência de antecedentes criminais relacionados à legislação de segurança alimentar por parte da diretora-executiva, a quantidade de formigas servidas, que pareceu inferior à calculada pela Promotoria, e o fato de o restaurante ter deixado de usar o ingrediente.

Na Coreia do Sul, apenas dez espécies de insetos são aprovadas para uso como ingredientes alimentares. A lista inclui gafanhotos, larvas de tenébrio e pupas de bicho-da-seda.

Empresas que pretendem utilizar insetos que não estão na lista precisam obter uma autorização temporária do Ministério da Segurança Alimentar e Farmacêutica. O Evett não tinha essa autorização.

A investigação começou depois que o ministério encontrou menções ao uso de formigas pelo restaurante em blogs e nas redes sociais.

A defesa contestou a estimativa. Os advogados afirmaram que apenas cerca de 60% dos clientes aceitaram a cobertura de formigas quando ela era oferecida.

O restaurante também argumentou que as formigas apareciam em apenas uma pequena parte de seu menu degustação, de 15 etapas, e citou o uso do ingrediente em restaurantes de países como Dinamarca, Reino Unido e Austrália.

O Evett foi fundado pelo chef australiano Joseph Lidgerwood, que participou do programa de culinária da Netflix Culinary Class Wars. Ele é a principal figura pública associada ao restaurante, mas não foi acusado nem é réu no processo.

Pela legislação sul-coreana, a responsabilidade legal recai sobre a pessoa registrada como operadora do estabelecimento. Ginny Kim, esposa de Lidgerwood, aparece como diretora-executiva da empresa e foi incluída no processo junto com a companhia responsável pelo restaurante.

Tanto a defesa quanto a Promotoria têm sete dias para recorrer da decisão.

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