A SpaceX realizou, nesta sexta-feira (28), um teste estático com todos os 33 motores do primeiro estágio Super Heavy na plataforma de lançamento da Starbase, no sul do Texas.
Lista completa
- No voo anterior, o 13º, realizado em 24 de julho, o foguete transportou 20 satélites Starlink V3, mas os implantou em trajetória suborbital.
- Como consequência, os dispositivos retornaram à atmosfera e foram destruídos.
- Além do primeiro estágio Super Heavy, o Starship é composto pelo estágio superior Ship, que tem 52 metros de altura.
- Ambos os estágios foram projetados para ser totalmente reutilizáveis.
- A SpaceX acredita que isso pode revolucionar os voos espaciais e ajudar a humanidade a expandir sua presença pelo Sistema Solar.
- Por conta disso, o voo de número 14 é fundamental para as pretensões da SpaceX.
Toda a operação foi realizada em solo, sem que houvesse, de fato, uma decolagem.
O procedimento faz parte dos preparativos para o 14º voo do megafoguete Starship. Previsto para setembro, o lançamento será histórico, uma vez que a empresa planeja colocar, pela primeira vez, os satélites Starlink V3 em órbita operacional.
Lançamento é fundamental para os planos da SpaceX.
Vídeo da SpaceX mostra como foi o último teste com o foguete.
Incêndio estático de 33 motores em duração total com o booster Super Heavy preparando-se para Flight 14 pic.twitter.com/0UXb7tvk7X.
Os preparativos para a próxima decolagem do megafoguete acontecem em meio a uma operação inédita da empresa aeroespacial. A companhia conseguiu resgatar, nos últimos dias, o que sobrou do Starship após o último voo.
A estrutura passou semanas à deriva no oceano e agora foi colocada sobre o navio semissubmersível Forte. Com isso, foi iniciada uma viagem de volta à base da SpaceX, nos Estados Unidos, localizada a 17 mil km de distância do ponto de resgate.
Não foi divulgada uma previsão de chegada ao destino.
Ao fim dessa viagem, os componentes da espaçonave passarão por análises detalhadas. Entre os itens de maior interesse estão o sistema de proteção térmica, os motores e outras partes submetidas a condições extremas durante o voo.
Os dados obtidos podem ajudar a empresa de Elon Musk a entender como a Starship se comporta após um voo completo e permanecer na água por um período prolongado.
Essas informações também poderão contribuir para o desenvolvimento de versões futuras do veículo espacial e para aumentar a segurança de missões cada vez mais complexas.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Em números
- Isso, foi iniciada uma viagem de volta à base da SpaceX, nos Estados Unidos, localizada a 17 mil km de distância do ponto de resgate