O anúncio foi feito durante uma visita de Lula ao Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX), em Macaíba, na região metropolitana de Natal (RN). O equipamento fará parte do novo Centro Brasileiro de Computação de Alto Desempenho e Inteligência Artificial.
Os recursos estão previstos no CT-Infra, instrumento de financiamento de infraestrutura de pesquisa, e integram o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).
Lula afirmou que a escolha do Rio Grande do Norte levou em consideração a necessidade de distribuir investimentos para além das regiões mais ricas do país. “São Paulo queria, Campinas queria.
E por que eu decidi aqui? Porque eu acho que a gente precisa olhar o Brasil e os estados que mais necessitam”, disse o presidente.
O supercomputador terá desempenho de 7,2 mil petaflops.
Na prática, a máquina poderá realizar até 7,2 quintilhões de operações por segundo em um formato utilizado em aplicações de IA.
Para comparação, o supercomputador Santos Dumont, atualmente o mais potente do país, instalado no interior do Rio de Janeiro, opera com 27 petaflops.
De acordo com as estimativas apresentadas pelo governo, treinar no Santos Dumont um grande modelo de linguagem como o GPT-4 levaria aproximadamente 11 anos. Com a nova máquina, o mesmo processo poderá ser realizado em cerca de um mês.
A estrutura não será destinada exclusivamente ao governo. Segundo a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, o equipamento poderá ser utilizado por universidades, instituições de tecnologia, empresas e órgãos públicos.
Mais informações estão na matéria do Rodrigo Mozelli.
Falta pouco! China lançará nova missão à Lua; saiba detalhes.
A China se prepara para lançar neste fim de semana a Chang’e-7, uma das missões robóticas mais ambiciosas já planejadas para a Lua. A sonda levará um orbitador, um módulo de pouso, um rover, um veículo capaz de saltar pela superfície lunar e uma série de experimentos científicos internacionais, incluindo uma carga apoiada pelos Estados Unidos.
O lançamento está previsto para a manhã de 24 de agosto no horário local (noite de 23 de agosto no horário de Brasília) a bordo de um foguete Long March 5 Y14, a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Wenchang, na China.
Os equipamentos da Chang’e-7 foram transportados para o local em abril.
O destino do módulo de pouso será a região próxima à borda da cratera Shackleton, no polo sul lunar. Após o lançamento, o orbitador deverá passar vários meses ao redor da Lua antes de liberar o módulo de pouso para uma tentativa de aterrissagem, prevista para o fim do ano.
Além dos objetivos científicos, a missão deverá ajudar a preparar o caminho para o projeto chinês de enviar astronautas à superfície lunar até 2030.
Um dos principais objetivos da Chang’e-7 será investigar a presença de gelo de água em regiões permanentemente ou quase permanentemente sombreadas do polo sul lunar.
Depois de ser liberado pelo módulo de pouso, o chamado hopper deverá saltar entre áreas iluminadas pelo Sol e crateras em sombra para procurar depósitos de gelo.
O veículo utilizará tecnologia ativa de absorção de impactos para conseguir pousar com segurança em terrenos inclinados.
O módulo de pouso também empregará o primeiro sistema chinês de navegação por imagens de referência para o espaço profundo.
Vigiar os “pensamentos” da inteligência artificial pode ensiná-la a fingir.
Antes de responder a perguntas complexas, os sistemas de inteligência artificial mais avançados da atualidade fazem algo surpreendentemente humano: param para pensar.
Em um processo visível para os desenvolvedores, o modelo utiliza um espaço técnico – um bloco de rascunho conhecido na computação como scratchpad – para testar hipóteses, analisar caminhos e organizar suas ideias antes de entregar a resposta final.
Mas vigiar de perto esse raciocínio interno abriu um debate entre os cientistas da computação: o risco de ensinar a máquina a fingir.
Em participação no programa Olhar Digital News, o físico Roberto ‘Pena’ Spinelli, especialista em Machine Learning, explicou que o processo imita um fluxo livre de consciência.
Se você clica, vê que tem um monte de pensamento que não é a resposta final. Ela acha que esse lugar é um lugar seguro, é a mente dela: ‘está na minha mente, vou pensar livremente'”, detalhou Pena.
Robôs humanoides estão perto do seu ‘momento ChatGPT’, diz CEO.
O setor de robôs humanoides está perto do seu “momento ChatGPT”. Isto é, está se aproximando de um avanço crucial na capacidade de processamento e tomada de decisão.
A avaliação é do CEO e fundador da empresa chinesa Unitree, Wang Xingxing. O executivo prevê que as máquinas poderão executar comandos complexos de voz ou texto nos próximos anos.
Wang apresentou sua visão durante a World Robot Conference, organizada em Pequim, logo após a entrada da sua empresa na Bolsa de Xangai. A fala ocorre num momento de expansão do setor na China.
Mas o CEO reconhece que a tecnologia atual ainda tem limitações práticas.
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
Alcântara: quais são os próximos passos da exploração espacial no Brasil.
Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a empresa sul-coreana InnoSpace realizou o primeiro voo de teste do foguete suborbital SEBIT no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, na tarde de quarta-feira (19), às 16h30 (horário de Brasília).
A missão tinha como foco central avaliar a estabilidade do veículo no ar, testar seus sistemas em condições reais e reunir dados que possam orientar as próximas etapas do projeto.
No entanto, o teste precisou ser interrompido antecipadamente após a detecção de um problema durante a subida.
O SEBIT é um veículo suborbital de estágio único alimentado por um motor híbrido da classe de três toneladas. A ignição inicial ocorreu sem anormalidades na plataforma da InnoSpace, seguida pela decolagem.
No entanto, conforme o veículo avançava na atmosfera, apresentou um desvio em relação à trajetória prevista.
De acordo com um comunicado da Agência Espacial Brasileira (AEB), para evitar riscos e manter a integridade da operação, a Força Aérea Brasileira (FAB) acionou o Sistema de Terminação de Voo (FTS, na sigla em inglês), seguindo os procedimentos de segurança adotados no centro de lançamento.
O acionamento do dispositivo interrompeu o voo de forma controlada, e o foguete caiu em uma área marítima previamente definida como zona de segurança, na costa brasileira.
O evento não deixou feridos nem provocou danos materiais.
A apuração sobre as causas do incidente já está em andamento. Em entrevista ao Olhar Digital, o presidente da Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil (ALADA), Sergio Roberto de Almeida, ressaltou que os fatores que levaram à alteração da rota estão sob investigação minuciosa: “O que aconteceu está sendo objeto de investigação pelos órgãos competentes.”.
Em números
- O supercomputador terá desempenho de 7,2 mil petaflops
Fontes
Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.