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ONG brasileira denuncia à ANPD contas do Telegram com indícios de abuso sexual infantil

Levantamento reúne denúncias recebidas pela ONG SaferNet ao longo de nove anos e inclui links de grupos e canais do aplicativo.

3 min de leitura
ONG brasileira denuncia à ANPD contas do Telegram com indícios de abuso sexual infantil

A denúncia faz parte de um levantamento realizado pela ONG entre 2017 e 2026, a partir de denúncias recebidas pela plataforma www.denuncie.org.br.

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Segundo a SaferNet, dos quase 15 mil links levantados no período de 2017 a 2026, 8. 160 já estavam inexistentes ou haviam sido removidos, e 4. 851 eram convites revogados.

Os mais 1 mil com material de abuso sexual infantil seguem no ar, segundo eles.

Dos 1. 093 endereços ativos que apresentam indícios de material de violência sexual contra crianças ou adolescentes, 518 são perfis de usuários e robôs, 256 são convites ativos, 192 são canais e 127 são grupos, de acordo com a ONG.

Segundo a SaferNet, o número de denúncias apresentou crescimento acentuado a partir de 2022 e atingiu o maior patamar da série histórica em julho de 2026, indicando que o fenômeno observado desde 2024 continua e se agrava.

O presidente Lula sancionou no início deste mês uma lei que amplia a punição para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes cometidos no ambiente digital, inclusive com uso de inteligência artificial.

O projeto é de autoria do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) e foi aprovado pelo Senado em 7 de julho. Desde o mês passado aguardava a sanção do presidente da república.

A produção, posse ou distribuição de material de abuso sexual infantil tem aumentado ano a ano no Brasil. De acordo com o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram 4.

063 registros em 2025, um aumento de 23% em relação ao ano anterior, quando foram 3. 280 casos.

Entre as principais mudanças previstas na nova lei, estão os aumentos de pena de alguns crimes praticados contra crianças e adolescentes, incluindo.

aumento da pena do crime de aliciamento de menores de 14 anos quando o agente usa inteligência artificial, deepfake ou perfil falso para se passar por outra pessoa;possibilidade de aumento de pena para quem usar recursos de mascaramento de IP (protocolo de internet) ou outros identificadores digitais para dificultar a identificação em crimes contra crianças e adolescentes;inclusão dos principais crimes de violência sexual infantil no rol de crimes hediondos e criação de nova hipótese de prisão preventiva para esses casos.

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Em números

  • Segundo a SaferNet, dos quase 15 mil links levantados no período de 2017 a 2026, 8
  • Os mais 1 mil com material de abuso sexual infantil seguem no a

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Tecnologia, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Tecnologialink

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