A Netflix pode começar a oferecer serviços rivais dentro do próprio aplicativo. A empresa conversou com Peacock e Fox One sobre o assunto, segundo o The New York Times.
O movimento acompanha uma mudança no mercado: Amazon, YouTube e Roku já trabalham para concentrar diferentes serviços em suas plataformas. A intenção é fazer o usuário permanecer mais tempo no mesmo aplicativo e reduzir cancelamentos.
Streaming quer virar porta de entrada.
A Amazon está à frente dessa corrida. Pelo Prime Video, o usuário pode contratar serviços de outras empresas e assistir aos conteúdos sem sair da plataforma.
O modelo ganhou força nos últimos anos. Dados da empresa de pesquisas Antenna, citados pelo NYT, mostram que as assinaturas feitas por meio de plataformas de terceiros cresceram cerca de 60% em três anos.
Elas já representam aproximadamente um terço das novas assinaturas.
A lógica é simples: em vez de abrir vários aplicativos para encontrar o que quer assistir, o consumidor concentra suas escolhas em um só lugar.
A Netflix resistiu durante anos à ideia de distribuir serviços concorrentes. Essa posição começou a mudar em junho, quando a empresa passou a oferecer a programação da emissora francesa TF1, incluindo transmissões ao vivo e conteúdo sob demanda.
Greg Peters, co-CEO da Netflix, afirmou que os primeiros resultados foram “muito promissores”. Na mesma ocasião, deixou aberta a possibilidade de novos acordos.
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Peacock e Fox One estão entre os serviços que já discutiram possibilidades com a Netflix. Ainda não há um acordo iminente. Também não está decidido se os conteúdos seriam incorporados ao catálogo ou se a Netflix funcionaria como uma plataforma para contratação dos serviços.
YouTube e Roku seguem o mesmo caminho.
A Netflix não está sozinha nessa mudança.
A Amazon já possui dezenas de milhões de assinaturas de outros serviços dentro do Prime Video.
O YouTube fechou um acordo de cinco anos para levar o conteúdo do Peacock ao YouTube Premium.
O Roku vende assinaturas de serviços externos por meio de seus Canais.
Esse formato também traz problemas. As empresas podem ampliar a audiência e economizar em tecnologia e marketing, mas precisam dividir parte da receita e deixam de controlar totalmente o relacionamento com o assinante.
A disputa entre os streamings, assim, ganha uma nova dimensão. Mais do que conquistar uma assinatura, cada empresa quer ser o serviço que o consumidor procura primeiro quando liga a televisão.
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
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Fontes
Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.