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James Webb encontra água em um dos lugares mais extremos

James Webb encontra água a 0,55 ano-luz do buraco negro no centro da Via Láctea, em uma região marcada por intensa radiação.

3 min de leitura
James Webb encontra água em um dos lugares mais extremos

O telescópio espacial James Webb encontrou água e poeira cósmica ao redor da estrela IRS 3, a 0,55 ano-luz de Sagittarius A*, o buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea.

O achado chama atenção porque a região é submetida a intensa radiação e abriga uma grande concentração de estrelas.

A detecção foi feita pelo instrumento MIRI. Para os astrônomos, ela mostra que moléculas e poeira conseguem permanecer próximas a um dos ambientes mais extremos da galáxia, mostra estudo.

Sagittarius A* tem massa equivalente a cerca de 4 milhões de sóis. A IRS 3 está inserida nesse cenário turbulento e é uma das fontes mais brilhantes em infravermelho do centro galáctico.

A estrela está em uma fase avançada de sua evolução. Como uma gigante do ramo assintótico, perde grandes quantidades de gás e poeira por meio de fortes ventos estelares.

Os centros galácticos estão entre os ambientes mais extremos, então entender se as estrelas podem continuar enriquecendo seus arredores é uma questão importante.

Os pesquisadores analisaram o espectro da IRS 3 e fizeram simulações para entender como a luz da estrela atravessa o material ao redor dela. O trabalho revelou uma estrutura de poeira de silicato distribuída em camadas e que se estende por aproximadamente 10 mil unidades astronômicas.

A temperatura muda drasticamente ao longo desse envoltório.

Cerca de 927 °C nas áreas mais próximas da estrela.

Aproximadamente -173 °C nas regiões externas.

Poeira de silicato espalhada em uma estrutura em camadas.

Evidências claras de água no envoltório da IRS 3.

A presença de água foi registrada pela primeira vez nessa estrela. A quantidade existente, porém, não pôde ser determinada pelas observações.

Água sobrevive perto do buraco negro.

O resultado é particularmente interessante porque a radiação intensa do centro galáctico poderia, em princípio, dificultar a permanência de moléculas. A IRS 3 mostra que isso não acontece necessariamente.

Nem estrela, nem buraco negro: este gigante misterioso desafia astrônomos.

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Água e poeira participam da química ligada à formação de estrelas e planetas. O material liberado pela IRS 3 pode, em algum momento, integrar novas gerações desses objetos.

A observação sugere que estrelas envelhecidas ainda conseguem liberar material para o espaço mesmo tão perto de um buraco negro supermassivo. Isso ajuda a explicar como moléculas e poeira podem ser recicladas nos centros das galáxias.

Mais do que encontrar água em um lugar inesperado, o Webb registrou uma etapa desse ciclo de matéria em uma das regiões mais hostis da Via Láctea.

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

Em números

  • Sagittarius A* tem massa equivalente a cerca de 4 milhões de sóis
  • Trutura de poeira de silicato distribuída em camadas e que se estende por aproximadamente 10 mil unidades astronômicas

Fontes

Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Olhar Digitallink

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