A inteligência artificial virou assunto diário. Mas falar em “revolução” diz pouco sobre o tamanho real do fenômeno. Números dizem mais. Reunimos cinco dados que ajudam a dimensionar a escala da IA hoje — cada um com sua fonte.
2. 800 milhões de usuários por semana.
O ChatGPT informou ter alcançado a marca de 800 milhões de usuários semanais. Para efeito de comparação, o serviço levou apenas dois meses para atingir 100 milhões de usuários, depois do lançamento.
Nenhum produto de consumo na história da internet cresceu tão rápido. E o número não inclui as centenas de milhões de pessoas que usam IA sem saber, dentro de buscadores, aplicativos de mensagem e câmeras de celular.
3. 415 TWh de eletricidade nos data centers.
Toda essa computação custa energia. Os data centers do mundo consumiram cerca de 415 terawatts-hora em 2024, o equivalente a aproximadamente 1,5% do consumo global de eletricidade, segundo a Agência Internacional de Energia.
A projeção é de alta. A mesma agência estima que o consumo pode chegar a 945 TWh até 2030, mais que o dobro. É uma conta que já pressiona redes elétricas locais e reacende o debate sobre a pegada ambiental da tecnologia.
Um estudo do Fundo Monetário Internacional calculou que cerca de 40% dos empregos no mundo estão expostos à inteligência artificial.
O detalhe importante: exposição não significa desaparecimento. Em muitos casos, a IA complementa o trabalho humano. Mas o impacto é desigual. Nas economias avançadas, a exposição sobe para cerca de 60% dos empregos, enquanto nos países de baixa renda fica perto de 26%.
A adoção corporativa acelerou. Segundo levantamento da consultoria McKinsey, The State of AI, 2025, 78% das organizações declararam usar inteligência artificial em pelo menos uma função de negócio — contra 55% no ano anterior.
Usar, porém, é diferente de lucrar. A maioria das empresas ainda relata ganhos financeiros modestos, concentrados em áreas específicas como atendimento, marketing e desenvolvimento de software.
Cinco dados não fecham o retrato. Ficam de fora questões difíceis de medir: a qualidade das respostas dos modelos, o uso de dados protegidos por direitos autorais no treinamento e a concentração de poder em um punhado de companhias.
Ainda assim, a leitura conjunta é clara. Há muito dinheiro entrando, muita gente usando, muita energia sendo queimada e muita empresa testando. O que ninguém sabe medir com precisão, por enquanto, é quanto disso vai virar produtividade real — e quanto é bolha.
Wharrysson Lacerda é editor(a) chefe no Olhar Digital.
Em números
- O ChatGPT informou ter alcançado a marca de 800 milhões de usuários semanais
- Para efeito de comparação, o serviço levou apenas dois meses para atingir 100 milhões de usuários, depois do lançamento
Fontes
Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.